Espaço Paulo Leminski, na Rua da Música, completa 1 ano e ganha novas obras em homenagem ao eterno “Poeta Pop”

  Duas novas obras, de artistas ligados à produção e à identidade cultural de Curitiba, já estão disponíveis para a visitação    Com aproximadamente 550 mil visitantes desde sua abertura há um ano, o Espaço Paulo Leminski – memorial expositivo que relembra a trajetória e as grandes obras de Paulo Leminski, na vida, música e na poesia, ganhou duas novas obras em comemoração ao primeiro aniversário do espaço, que fica localizado no Parque Jaime Lerner e anexo à Pedreira Paulo Leminski. Uma delas é o mural “(in)Vento na Parede”, produzida pelo ator, artista visual, designer gráfico e ilustrador André Coelho, representando Paulo Leminski por meio de sua própria poética, e a outra é o “Banco Bigode”, de Welison Santos, do Anima Studio, que desenvolve trabalhos voltados ao mobiliário e ao design autoral brasileiro, explorando a relação entre funcionalidade, arte, memória e identidade cultural.   “Tive total liberdade para criar um desenho que dialogasse com o projeto expositivo do espaço. A única diretriz era partir de um poema que não estivesse já fazendo parte da exposição. Por um passe de mágica, ou por um dedo do próprio Leminski (como eu prefiro acreditar), o primeiro poema que vi quando abri o livro com sua antologia completa foi perfeito. Nele, continha a imagem de uma parede…. De um vento sobre as palavras…. Essa imagem além de retratar o espaço físico (uma parede suspensa) dialoga muito com minha poética que é focada em linhas orgânicas em movimento. Como artista intuitivo, essa conexão e esses chamados ou acasos são muito importantes”, explica André Coelho. Para a presidente do Instituto Paulo Leminski, Áurea Leminski, o “In(Vento)”, de André Coelho, nasceu desse desejo de trazer ainda mais movimento para a exposição. “O mural mistura imagem, palavra, poesia e brinca com o vento como algo que passa, permanece e se transforma, criando uma leitura muito sensível do universo de Leminski”, comenta Áurea.     Já o “Banco Bigode”, de Welison Santos, dialoga entre o poeta e a cidade. “O design segue a linha poética de Leminski, a inovação e a contemporaneidade, para manter viva o diálogo entre o poeta, a cidade, sua arte e o público, em uma nova possibilidade de interação e descoberta para quem visita o Espaço pela primeira vez e, também, para quem retorna”, explica Santos. “O Banco Bigode traduz muito o que buscamos para o Espaço Paulo Leminski. A obra de Welison Santos transforma um elemento tão característico da imagem de Leminski em um convite para sentar, observar, ler e fazer parte da exposição. Acompanhei de perto o desenvolvimento da ideia e sua execução, e queríamos justamente que essa novidade provocasse essa aproximação, pudesse mergulhar ainda mais no universo dele”, completa a diretora do Instituto Paulo Leminski, Áurea Leminski. 83 anos de Leminski No dia 24 de agosto, o eterno “poeta pop” completaria 83 anos. A data, que foi oficialmente instituída pela cidade de Curitiba para celebrar a memória do multiartista, ficou conhecida como “Dia Perhappiness”, levando o nome do neologismo criado por Leminski, com as palavras “talvez” e “felicidade”, em Inglês. O Espaço Paulo Leminski fica localizado no Parque Jaime Lerner (Rua João Gava, S/N – Abranches), anexado à Rua da Música e ao lado da Pedreira Paulo Leminski e da Ópera de Arame, funcionando de terça à quinta, das 11h30 às 23h, sexta e sábado, das 11h30 às 00h e, domingo, das 11h30 às 18h. Os ingressos custam a partir de R$15. De segunda à sexta, curitibanos e moradores da região metropolitana têm direito à gratuidade, garantida mediante apresentação de documentação comprobatória na bilheteria. Ingressos antecipados pelo Disk Ingressos. Verifique a opção de visita guiada para grupos. O Espaço Paulo Leminski tem a produção do Instituto Paulo Leminski, com patrocínio da Sanepar, Rumo, Instituto Rumo, Fomento Paraná e apoio da Companhia das Letras, Positivo Tecnologia, e Parque Jaime Lerner com realização do Ministério da Cultura. Mais informações pelo perfil oficial no instagram: @pauloleminskioficial. Sobre Welison Santos (Anima Studio Design) – Designer de produto e cofundador do Anima Studio Design, Welison Santos desenvolve um trabalho voltado ao mobiliário e ao design autoral brasileiro, explorando a relação entre funcionalidade, arte, memória e identidade cultural. Ao lado do estúdio, vem criando peças inspiradas em símbolos e ícones arquitetônicos de Curitiba, como a Mesa Ópera, que faz referência à Ópera de Arame, além de trabalhos inspirados em outros marcos da cidade. A produção do Anima já conquistou o Prêmio Adriana Adam de Design e foi selecionada para o SaloneSatellite, em Milão, importante vitrine internacional dedicada a novos nomes do design. No Espaço Paulo Leminski, Welison assina o Banco Bigode, concebido especialmente para a exposição. Sobre André Coelho (Coelho Azul) – Designer e artista visual curitibano, André Coelho, da Coelho Azul, construiu uma trajetória marcada pelo desenho, pela ilustração, pela arte urbana e por trabalhos que estabelecem uma forte relação com a cidade. Formado em Desenho Industrial, Programação Visual pela PUCPR, possui obras em diferentes espaços de Curitiba e transita entre trabalhos em pequenas escalas e grandes intervenções. Entre seus projetos de destaque está o mural permanente de 36 m² no hall da Biblioteca Pública do Paraná, inspirado na obra de João Guimarães Rosa. Seu trabalho combina a linguagem gráfica de sua formação com um traço intuitivo e referências à literatura e ao ambiente urbano. Para o Espaço Paulo Leminski, André criou o mural In(Vento), estabelecendo um novo diálogo entre palavra, imagem e o universo poético de Leminski. Serviço: Novas obras no Espaço Paulo Leminski – Parque Jaime Lerner “(in)Vento na Parede” – Por André Coelho “Banco Bigode” – Por Welison Santos Rua João Gava, S/N – Abranches Terça à Quinta – 11h30 às 23h. Sexta e Sábado – 11h30 às 00h Domingo – 11h30 às 18h. Ingressos –  Disk Ingressos. Patrocínio – Sanepar, Rumo, Instituto Rumo e Fomento Paraná. Apoio – Companhia das Letras, Positivo Tecnologia, e Parque Jaime Lerner. Realização – Ministério da Cultura  

Reinventar um ícone sem apagar sua história: o desafio por trás do novo Cine Lido

Responsável pela arquitetura de interiores da futura casa de espetáculos, André Henning aposta em uma linguagem contemporânea que preserva referências do antigo cinema de rua e resgata a memória afetiva de um dos endereços mais emblemáticos de Curitiba  Alguns edifícios carregam muito mais do que concreto e estrutura. Guardam lembranças, encontros e parte da história de uma cidade. É o caso do Cine Lido, um dos cinemas de rua mais emblemáticos de Curitiba, que se prepara para iniciar uma nova fase como casa de espetáculos. Para o arquiteto André Henning, responsável pela arquitetura de interiores do empreendimento, o maior desafio do projeto não foi apenas adaptar o edifício às exigências de um espaço contemporâneo de entretenimento, mas encontrar um equilíbrio entre inovação e memória, fazendo com que o público reconheça a essência do antigo Lido enquanto vivencia uma experiência completamente nova. Convidado inicialmente para desenvolver o projeto dos bares da casa, Henning acabou assumindo toda a arquitetura de interiores do empreendimento, em um trabalho realizado em coautoria com o arquiteto João Uchôa, responsável pela concepção arquitetônica geral do novo Cine Lido. A partir dessa integração, o escritório passou a desenvolver os ambientes internos, áreas de convivência, camarins, anexo, elementos da fachada e a requalificação do acesso principal ao espaço. “Projetar um lugar como o Cine Lido exige respeito pela memória que ele carrega. Nossa intenção nunca foi reproduzir o passado, mas reinterpretá-lo. Queríamos que quem conheceu o antigo cinema reconhecesse algumas referências, mas percebesse que está entrando em um espaço preparado para o futuro”, explica o arquiteto. Essa proposta aparece em diversos elementos do projeto. O vermelho, por exemplo, presente nas antigas pastilhas que marcavam a arquitetura do edifício, retorna de forma contemporânea no mobiliário e em detalhes dos ambientes. As formas curvas fazem referência ao desenho característico do antigo cinema, enquanto concreto aparente, granitina, aço, iluminação cênica e grandes planos criam uma atmosfera atual, de inspiração brutalista, sem abrir mão do acolhimento. “O projeto tem uma linguagem bastante contemporânea, mas ao mesmo tempo traz uma leitura retrô em diversos detalhes. Está nos espelhos, na iluminação, nas formas arredondadas e em elementos inspirados na estética das décadas em que o Cine Lido se consolidou como referência cultural da cidade. É uma homenagem sutil, sem cair na nostalgia”, afirma o arquiteto. A experiência começa antes do espetáculo Mais do que criar um espaço bonito, o projeto foi pensado para transformar toda a experiência do público. A proposta parte do princípio de que uma casa de espetáculos começa a ser vivida muito antes de as luzes do palco se acenderem. Por isso, a arquitetura dedica atenção especial aos percursos, às áreas de convivência e aos ambientes de permanência. Os seis bares distribuídos pelo empreendimento, os camarins, os espaços de apoio e as áreas comuns foram concebidos para estimular encontros, proporcionar conforto e tornar a circulação mais fluida, acompanhando uma tendência observada nos principais espaços de entretenimento do mundo. “Hoje, as pessoas não vão apenas assistir a um show. Elas querem viver o lugar. A arquitetura precisa acompanhar essa mudança de comportamento, criando ambientes que convidem à permanência e façam parte da experiência do evento”, destaca Henning. Essa mesma lógica orientou o desenvolvimento dos interiores, que abandonam a ideia de espaços compartimentados para privilegiar ambientes integrados e uma leitura arquitetônica contínua, valorizando materiais, iluminação e diferentes perspectivas ao longo do percurso do visitante. Um novo capítulo para um patrimônio da cidade Para André Henning, participar da transformação do Cine Lido representa também a oportunidade de contribuir para a preservação de um espaço que faz parte da memória coletiva de Curitiba. “Existem edifícios que contam a história de uma cidade. O Cine Lido é um deles. Nosso compromisso foi preservar essa identidade, mas mostrando que é possível atualizar esses espaços para novas formas de viver a cultura, sem perder aquilo que os tornou especiais”, completa. Ao unir referências históricas e soluções contemporâneas, o projeto propõe uma nova leitura para um dos endereços mais conhecidos do Centro de Curitiba. “Mais do que recuperar um edifício, a proposta busca devolver à cidade um espaço preparado para receber uma nova geração de experiências culturais, mantendo viva a memória de um lugar que marcou diferentes gerações de curitibanos”, completa Henning. Programação da semana de inauguração do Cine Lido: 26/08 – Caetano Veloso: últimos ingressos 27/08 – Marisa Monte: esgotado 28/08 – Sven Väth: últimos ingressos 29/08 – Fresno: últimos ingressos Sobre André Henning À frente do André Henning Studio, o arquiteto e empresário construiu uma trajetória sólida na chamada arquitetura de negócios, desenvolvendo projetos que articulam estratégia, identidade de marca e experiência do usuário. Com mais de uma década de atuação e centenas de projetos executados em todo o Brasil, Henning se destaca especialmente nos segmentos de gastronomia, entretenimento e varejo, criando espaços que aliam conceito estético a desempenho comercial e operação eficiente. Além da atuação autoral, o arquiteto também se destaca como empreendedor. É cofundador da Go Coffee, uma das redes de cafeterias que mais crescem no país, com centenas de unidades distribuídas em todos os estados brasileiros. Essa vivência prática no mercado se reflete diretamente em sua arquitetura, que combina sensibilidade criativa com visão estratégica, resultando em projetos que não apenas encantam visualmente, mas também respondem de forma objetiva às demandas de negócio. Para mais informações, acesse https://andrehstudio.com ou perfil oficial do arquiteto no Instagram: @andrehenning.

Da picanha ao sushi: o que o buffet da Churrascaria Los Pampas revela sobre os novos hábitos alimentares

A tradição das carnes servidas no espeto continua sendo um dos principais atrativos das churrascarias, mas a variedade de opções também ganhou espaço à mesa, acompanhando os diferentes perfis e preferências dos consumidores. Hoje, uma mesma mesa pode reunir quem não abre mão da carne, quem prefere saladas e queijos, quem aposta nos pratos quentes e até quem começa a refeição pela culinária japonesa. A Churrascaria Los Pampas aposta em um rodízio que vai além das carnes e reúne diferentes possibilidades gastronômicas em um único espaço. O buffet inclui opções de frios, saladas, grãos, queijos, comida japonesa, massas, risotos, peixes, pratos quentes e acompanhamentos, além da variedade de carnes servidas no sistema de rodízio. Para famílias e grupos, a diversidade de opções permite atender diferentes preferências em uma mesma mesa. A carne continua sendo protagonista, mas divide a mesa com ingredientes e preparações pensados para surpreender cada paladar. Serviço Churrascaria Los Pampas Avenida das Torres, 1231 – São José dos Pinhais Horários de funcionamento Almoço Segunda a sexta: das 11h às 15h Sábado: das 11h às 15h30 Domingo: das 11h às 16h Jantar Segunda a sábado: das 18h às 23h Domingo à noite: fechado Informações: (41) 3283-5915 | (41) 3283-2494 Instagram: @churrascarialos_lospampas Crédito da foto: Pixabay.

Última semana de Sheridan´s e Taco El Pancho

Os bares Sheridan´s Irish Pub e Taco El Pancho entram na sua última semana de funcionamento no endereço que compartilham na Rua Bispo Dom José, 2295. As duas casas encerram as atividades no local neste sábado (29/8), conforme anunciaram há duas semanas pelas redes sociais, depois de décadas fazendo história por ali — o Taco tem 32 anos de trajetória e o Sheridan´s, 22. Até lá, o Sheridan´s segue com sua programação especial de shows, a “Farewell Tour”. A semana do pub começa nesta segunda-feira (24/8), com um show especial do vocalista Gastão Lima cantando U2. O artista comandou por muitos anos um dos shows mais tradicionais da casa, interpretando os grandes momentos da maior banda irlandesa de rock de todos os tempos. O rock nacional toma conta do bar na terça-feira (25/8), com o quarteto Válvula Vapor. O repertório trará o som da Legião Urbana e de outras bandas brasileiras que marcaram os anos 80 e 90. Na quarta-feira (26/8), quem entra em cena é o grupo Double Deck, destilando grandes sucessos do pop e do rock da década de 80. Na quinta-feira (27/8), a despedida do Sheridan´s traz de volta outra banda que toca na casa desde os primeiros anos: a Banks. Liderada pelo guitarrista e vocalista Handerson Banks, a banda traz no repertório muito rock e pop, com destaque para grupos britânicos, dos anos 60 até a atualidade. O final de semana começa na sexta-feira (28/8) com a “One Wild Nite”, dedicada ao hard rock. Duas bandas se dividem no palco: a Bon Jovi Cover Brasil, recriando a energia da banda americana capitaneada por Jon Bon Jovi, e a Backstage, tocando o som de ícones como Queen, Aerosmith, Guns N’ Roses e AC/DC. A última noite de atividade do Sheridan´s reserva uma surpresa para o público. O sábado terá a “The Farewell Party”, com atrações surpresa. Uma escalação de músicos de peso foi convocada, mas a casa não vai divulgar previamente a programação. Mariachis Casa irmã mais velha do Sheridan´s, o Taco El Pancho também entra na sua última semana de funcionamento no endereço da Bispo Dom José, com noites especiais. Na sexta-feira e no sábado, terá a música alegre e tradicional dos mariachis do grupo El Mariachi Loco, além de muita gastronomia e drinks. Sheridan’s Irish Pub e Taco El Pancho Endereço: Rua Bispo Dom José, 2295 – Batel, Curitiba – PR Informações e reservas: (41) 99759-6000     Sheridans – foto Leo Karam