Capital & Negócio 11 de setembro – por Luiz Augusto JUK

Peregrinação no Japão inspira livro bilíngue que será lançado em Curitiba Sonia Lyra:”A intenção é criar um elo poético na travessia do lá e cá” Jubal Sérgio Dohms: “É uma peregrinação sem um destino final, pois trata-se de um percurso circular” Dois estudiosos da cultura japonesa e do budismo, radicados em Curitiba, vão percorrer, entre setembro e dezembro deste ano , o Caminho Sagrado dos 88 templos da ilha de Shikoku, no Japão. Da caminhada nascerá uma obra rara: um livro de arte bilíngue, em português e japonês, com tiragem limitada a apenas 108 exemplares. Os protagonistas da jornada são Sonia Lyra (@Sonialyraimaginacaoativa) Professora, artista e Doutora em Ciências da Religião e Jubal Sérgio Dohms (@@jubaldohms), monge, artista e professor. A iniciativa, batizada de Projeto Shikoku, nasce a partir do Ichthys Instituto, fundado por Sonia. O nome Ichthys vem do grego e significa peixe, símbolo trabalhado por C.G. Jung em sua obra Aion. O número de exemplares não foi escolhido ao acaso. Os 108 livros remetem às contas do Jozu, o rosário (com mesmo número) de orações budista, e reforçam o caráter contemplativo de todo o projeto. Segundo Sonia Lyra, que também será responsável pelas imagens captadas ao longo do trajeto, a primeira ação do Projeto Shikoku será a produção e o lançamento de uma obra que apresenta, em formato de livro de arte, a história e a cultura do Shikoku Henro em toda a sua amplitude, traduzida em aspectos de arte, filosofia e espiritualidade. “A intenção é criar um elo poético na travessia do lá e cá. A obra conterá uma iconografia preciosa e exclusiva. Ainda não há, em língua portuguesa, nada publicado assim”, afirma. A pesquisadora explica ainda o significado espiritual da rota que inspira o livro. “O Caminho Sagrado dos 88 templos é a grande peregrinação do budismo japonês, uma das rotas de peregrinação mais antigas e reverenciadas do mundo. A peregrinação é uma jornada ou caminhada com propósito espiritual, feita em um lugar sagrado. Envolve sacrifício e introspecção, com o objetivo de renovar a fé, pagar promessas ou buscar transformação interior”, descreve Sonia. Já Jubal Dohms lembra que, embora os 88 locais sagrados sejam numerados, não existe uma regra sobre onde começar ou terminar a rota. “É uma peregrinação sem um destino final, pois trata-se de um percurso circular”, observa. Segundo ele, a experiência reúne peregrinos de origens e trajetórias diversas, que caminham por mais de 10 horas diárias, carregando cerca de 10 quilos, a uma velocidade média de aproximadamente 4 quilômetros por hora. Ele destaca que, dos cerca de 100 mil peregrinos que fazem o percurso anualmente, apenas 10 mil optam pelo método tradicional a pé, percorrendo 1.200 quilômetros em cerca de seis semanas. Para Sonia Lyra, o propósito maior do projeto editorial é construir uma ponte entre o Ocidente secular e a milenar sabedoria, arte e espiritualidade nipônica, a partir de um olhar contemporâneo, ocidental, mas voltado ao Oriente. “Pelo registro da história religiosa, o budismo chegou ao Ocidente há cerca de 170 anos, e ao Brasil há 118 anos. Há ainda muito o que absorver e entender para desfrutar de seus ensinamentos, de sua filosofia”, conclui. Ao transformar essa vivência em livro, o Projeto Shikoku pretende aproximar o público brasileiro de uma tradição milenar ainda pouco explorada em publicações nacionais, unindo relato de viagem, fotografia e reflexão filosófica em uma só obra. Planeta PUCPR com experiências práticas gratuitas para a jovens na A visitação ao Planeta PUCPR 2026 é gratuita e aberta à comunidade, mediante inscrição prévia pelo site planetapuc.com.br. Escolher uma profissão pode ser um desafio para muitos jovens. Dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostram que cerca de 40% dos adolescentes de 15 anos têm dificuldade para definir sua futura carreira. Nesse contexto, conhecer diferentes áreas de atuação e experimentar, na prática, as possibilidades de formação pode ser um importante ponto de partida para uma escolha mais consciente. É com essa proposta que a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) realiza, até dia 12 de setembro, o Planeta PUCPR, sua tradicional feira de cursos e profissões. Durante três dias, estudantes do Ensino Médio, familiares e demais interessados poderão conhecer de perto os cursos de graduação, conversar com professores e acadêmicos, visitar os espaços da Universidade e participar de atividades para vivenciar diferentes áreas profissionais. “A proposta é proporcionar uma experiência que vá além da apresentação dos cursos, aproximando os visitantes das transformações do mercado de trabalho, das mudanças na sociedade e das novas possibilidades de atuação profissional”, explica Marcos Giovanella, diretor de Marketing da PUCPR e um dos responsáveis pelo evento. Serão oferecidas mais de 100 oficinas gratuitas, com atividades práticas e interativas. Entre os destaques estão experiências com inteligência artificial, robótica, realidade virtual, tecnologias aplicadas à saúde, desenvolvimento de aplicativos, jogos digitais e gamificação. A programação ainda inclui bate-papos com professores e estudantes, visitas guiadas pelo Câmpus e orientações sobre bolsas, serviços e possibilidades de financiamento para quem deseja ingressar na Universidade. A visitação ao Planeta PUCPR 2026 é gratuita e aberta à comunidade, mediante inscrição prévia pelo site planetapuc.com.br. No Câmpus Curitiba, o evento será realizado dia 11 de setembro, das 12h00 às 18h00 e no dia 12, das 9h00 às 13h00.