Ray Charles: gênio, preto, tenebroso e mulherengo

Musical que trata da tumultuada relação do ícone da música com o filho mais velho está em cartaz no Festival de Curitiba; elenco deu entrevista coletiva nesta sexta, 28 Por Sandoval Matheus – O elenco de “Ray: você não me conhece” havia subido ao palco pela última vez no início de fevereiro, no Teatro B32, em São Paulo, antes de aterrissar no meio da tarde de quinta-feira, 27, em Curitiba para se apresentar dali a algumas poucas horas no Teatro Guaíra — que, com seu gigantismo, pode ser um tanto intimidador. “Foi impressionante, porque todo mundo estava com o texto intacto na cabeça”, comentou Cesar Mello, uma das estrelas do musical, em entrevista coletiva na manhã seguinte, no Sala de Imprensa Ney Latorraca, no Hotel Mabu. “No fim do ano, quando a gente tirou férias, isso não aconteceu: voltamos e ninguém lembrava bulhufas. Para o ator, a ideia de enfrentar um teatro enorme como esse passa mais pelo delicioso do que pelo medo.” Em “Ray”, todos os atores e atrizes são negros. Na noite da primeira sessão no Festival de Curitiba, isso não passou despercebido para uma senhora da plateia, que destacou o fato, em tom de celebração e meio aos berros, enquanto Cesar conversava com o auditório, no preâmbulo da peça. “Na hora, eu gritei de volta: ”˜e só tem gente preta nesse palco!’. Me senti muito acolhido. A gente jogou junto”, rememorou ele. A colega de elenco Letícia Soares emendou: “Era uma energia quase tátil. A impressão era de que eu tinha na mão uma coisa que ia poder carregar pra sempre.” O espetáculo “Ray: você não me conhece” é baseado no livro de mesmo nome de Ray Charles Jr., primogênito de Ray Charles, e fala da tumultuada e errática relação do astro norte-americano da música com o filho. “Eu queria fazer um projeto sobre paternidade, sobre a relação de pai e filho. Quando encontrei o livro, vi a oportunidade de contar uma história que fala com todo mundo, seja nos Estados Unidos ou no Brasil”, explicou Felipe Heráclito Lima, idealizador do projeto. “Eu sou muito fã de Ray Charles, e a história dele tem uma dramaticidade enorme.” Nascido numa família pobre da Geórgia, no sul dos Estados Unidos, Ray Charles, o pai, perdeu um irmão, ficou cego e aprendeu a tocar piano ainda na infância. Mesmo assim, se transformou em “o gênio” da música no século 20. Também foi um mulherengo incorrigível — teve 12 filhos com nove mulheres diferentes — e enfrentou o vício severo em heroína. “Foi muito difícil confrontar o homem por trás do mito”, confessou Letícia. “Era um homem preto, mas um homem preto que cometeu erros tenebrosos. Foi um pai ausente, um péssimo marido e um amante complicado, porque não tinha nenhuma deferência por aquelas mulheres. Ao mesmo tempo, ele saiu da absoluta miséria e se tornou uma estrela. Mas falar isso pode fazer parecer que você está passando pano.” Para o diretor Rodrigo Portella, o livro de Ray Charles Jr. é em grande medida a homenagem de um filho ao pai admirável, um texto no maior trecho elogioso. “É em apenas uma pequena parte que ele deixa escapar frustrações e angústias, e que pode atribuir ao pai a responsabilidade pelo seu fracasso como artista. Ele tentou repetir uma história que não podia ser repetida. Aos cinco anos, era rico. Na mesma idade, o pai estava perdendo o irmão”, descreve. “No final, a peça é também um pouco sobre como somos capazes de jogar em cima dos outros os nossos buracos, as nossos sombras”, concluiu Cesar.  

“A Última Ceia”: peça-jantar apresentada na Europa e inspirada em Da Vinci chega ao 33º Festival de Curitiba

Produção do Grupo MEXA estreou no ano passado em Bruxelas, na Bélgica. Espetáculo terá duas apresentações no Teatro José Maria Santos Com estreia no Kunstenfestivaldesart de Bruxelas, na Bélgica, em maio de 2024, o espetáculo contemporâneo “A Última Ceia”, do Grupo MEXA, passou ainda por Basel (Suíça), Berlim e Brunsvique (Alemanha), e São Paulo (SP) até chegar ao 33º Festival de Curitiba, onde fará duas apresentações nos dias 31 de março e 1º de abril, no Teatro José Maria Santos, dentro da Mostra Lucia Camargo. Os ingressos estão à venda pela bilheteria no Shopping Mueller e pelo site.   Um grupo de pessoas se senta em uma mesa para sua última refeição. Alguém avisa que vai morrer e que o grupo não vai mais existir. É uma despedida. Poderia ser uma ficção, mas nem sempre é. Essa noite ninguém vai ser salvo. Na “peça-jantar”, a companhia parte da Bíblia para atualizar, a partir das suas vivências, a ideia de morte e ressurreição. Como continuar só, quando o coletivo não mais existe? Quem conta as histórias de corpos que já não podem mais falar?   “A peça-jantar parte do famoso quadro homônimo de Leonardo Da Vinci e do acontecimento bíblico para se perguntar: como criar uma imagem final que persista, ainda que aquele grupo não exista mais? Assim, A Última Ceia apresenta-se como uma despedida e brinca com a ideia de verdade e ficção. Ao longo da história, o coletivo explora as suas vivências pessoais, bem como as ideias de morte e ressurreição”, apresenta a sinopse. Último espetáculo?   Dirigida e escrita por João Turchi, a montagem parte do famoso quadro homônimo de Leonardo Da Vinci e do acontecimento bíblico para se perguntar: como criar uma imagem final que persista, ainda que aquele grupo (de pessoas) não exista mais? “Esse pode ou não ser nosso último espetáculo. Nesses nove anos de trajetória, essa sempre foi uma questão e, desta vez, quisemos explorar essa ideia”, comenta o encenador.   Dessa forma, “A Última Ceia” se apresenta como uma despedida e brinca com a ideia de verdade e ficção. Ao longo da história, o coletivo explora as suas vivências pessoais, bem como as ideias de morte e ressurreição. E, ao mesmo tempo, reflete: quem conta as histórias de corpos que já não podem mais falar?   O espetáculo é dividido em dois momentos. Na primeira parte, a estética e a encenação remetem a uma peça-palestra. As atrizes Aivan, Alê Tradução, Dourado, Patrícia Borges, Suzy Muniz e Tatiane Arcanjo exploram as suas relações com o quadro de Da Vinci e com os apóstolos.   “Todas elas são muito ligadas à religião e têm histórias bem significativas com a obra, até porque o MEXA foi fundado em uma casa de acolhida que tinha esse quadro na parede. Então, elas vão compartilhando as suas narrativas, e, enquanto isso, o grupo vai acabando. Acontecem brigas, as artistas saem de cena e, em um determinado ponto, o cenário é desmontado”, afirma Turchi.   A peça foi pensada para ter muitas surpresas. Por isso, o texto se costura por fatos inusitados. “A Patrícia, por exemplo, conta que o único quadro que ela teve na vida foi uma reprodução de ”˜A última ceia’, de Da Vinci. Era de uma vizinha e ela fez de tudo para consegui-lo: trocou vestido, mega hair, perfume e várias outras coisas pela obra, que, inclusive, resistiu a várias tragédias”, completa o diretor. De acordo com Turchi, o grupo costuma incorporar nos seus trabalhos algumas situações emblemáticas que ocorrem durante os ensaios. No caso de “A Última Ceia”, após todos terem lido a Bíblia juntos, as artistas escreveram em um papel quem gostariam de interpretar e a resposta foi unânime: Judas. Por esse motivo, foi incorporada no espetáculo uma cena em que elas disputam para ser esse personagem — e é a plateia quem escolhe a vencedora.   Os diversos relatos apresentados fazem as costuras entre as duas partes do espetáculo. Por exemplo, Suzy, que nasceu no Maranhão, diz que em sua cidade há uma tradição de, nos velórios, as pessoas comerem o prato favorito do morto, como uma grande homenagem. E é esse o prato servido durante o jantar da segunda metade da peça.   Expectativa para o Festival de Curitiba   Turchi relembra que o Grupo MEXA esteve em Curitiba em 2024 com o espetáculo “Poperópera Transatlântica”, apresentado no Museu Paranaense. “A gente sempre quis fazer o Festival de Curitiba. Eu já vim algumas vezes como público, nunca como artista. Na temporada do ”˜Poperópera’, a gente conheceu a cidade, todo mundo gostou muito, e na época a gente não havia estreado a nova peça no Brasil. Foi muito curioso, porque o convite para o Festival veio de um jeito muito legal, durante a temporada de estreia, em novembro, na Casa do Povo, em São Paulo”, conta o diretor.   A Mostra Lucia Camargo no Festival de Curitiba é apresentada por Petrobras, Sanepar – Governo do Estado do Paraná, Prefeitura de Curitiba e CAIXA Cultural, com patrocínio de Copel — Pura Energia, ClearCorrect — Neodent, Viaje Paraná — Governo do Estado do Paraná, CNH Capital — New Holland e EBANX, e realização do Ministério da Cultura, Governo Federal – Brasil União e Reconstrução.   Ficha técnica Criação: MEXA Direção e dramaturgia: João Turchi Performance e co-criação: Aivan, Alê Tradução, Dourado, Patrícia Borges, Suzy Muniz e Tatiane Arcanjo Vídeo performer, criação de vídeo e direção técnica: Laysa Elias Assistência de direção e de movimento e performance: Lucas Heymanns Trilha sonora, sound design e performance: Podeserdesligado Luz e performance: Iara Izidoro Produção executiva: Francesca Tedeschi Produção e direção de arte: Lu Mugayar Figurino: Anuro Anuro e Cacau Francisco Cenário: Vão Direção vocal: Dourado Integraram parte do processo criativo: Anita Silvia, Daniela Pinheiro e Gustavo Colombini Colaboração dramatúrgica: Olivia Ardui Pesquisa e consultoria artística: Guilherme Giufrida Produção: MEXA Coprodução: Kunstenfestivaldesarts, Casa do Povo, Kampnagel – Internationales Zentrum für Schönere Künste Agradecimentos especiais: Esponja, Ana Druwe, Benjamin Seroussi, Marcela Amaral, Felipe Martinez   Instagram @ogrupomexa @joaoturchi @aivan.ofical @_casadopovo

Tainá Müller, de “Brilho Eterno”: “O preço do amor é o luto”

A atriz é a protagonista, ao lado de Reynaldo Gianecchini, de peça inspirada no cultuado filme de 2004, e que está em cartaz na Mostra Lucia Camargo do Festival de Curitiba As desilusões amorosas podem ter a força de um motor a combustão. Não raro, elas movem os pistões da humanidade. E foi justamente uma paixão mal resolvida — dessas que a gente tem ciúme, se encharca de perfume, faz que tenta se matar — que fez o diretor Jorge Farjalla querer refilmar um clássico recente do cinema, “Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças” (2004), de Michel Gondry, filme com Jim Carrey e Kate Winslet nos papéis principais. Obter os direitos do roteiro de Charlie Kaufman — um romance meio ficção científica que trata das vicissitudes do amor ”“, no entanto, se provou uma tarefa impossível, e a saída pra não abandonar o projeto foi apostar numa livre adaptação, agora para o teatro. “O filme marcou a minha geração, e eu fiquei pensando como podia fazer uma homenagem a ele. Afinal, quem aqui já não sofreu por amor?”, perguntou na manhã deste sábado, durante entrevista coletiva na Sala de Imprensa Ney Latorraca. A peça, estrelada por Tainá Müller e Reynaldo Gianecchini, usa a obra cinematográfica apenas como inspiração e faz alterações na trama. No palco, a clínica de apagamento de memória do enredo original, por exemplo, se transforma em três figuras quase mitológicas, semelhante a corvos, os “doutores LSD”. A inspiração para o visual veio durante a epidemia global de covid-19, por meio das notícias que recuperavam o comportamento da população durante a peste negra (século 14). À época, as pessoas usavam máscaras que lembravam bicos de pássaros, preenchidas com serragem, tudo para evitar o “cheiro da morte”. Os nomes dos personagens principais também foram alterados: de Joel e Clementine, na película, para Jesse e Celine na nova versão. “O amor é também como uma doença”, esclarece Farjalla. “Ele nos deixa infantilizados diante de certas coisas, nos tira do eixo. E poderia ser qualquer um de nós vivendo aquela história.” Uma mudança substancial diz respeito à protagonista feminina, vivida pela atriz Tainá Müeller, da série “Bom Dia, Verônica”, que ganha mais peso e vontades na história. “Quando revi o filme, me dei conta de que um dos problemas é que o Joel era um cara fechadão, que não conseguia demonstrar sentimentos, e ficava julgando a Clementine por gostar de sair e beber”, criticou. O espetáculo teatral avança um pouco mais na questão. “Na peça, sou uma mulher sexualmente livre que perturba não só o Jesse, como a plateia”, explica. “E o quanto estamos dispostos a aturar uma mulher livre? No palco, a Celine ganhou a possibilidade de ser sujeito. Ela não é mais apenas o elemento perturbador que vem pra bagunçar a vida do homem complexo.” Livre, mas não perfeita, como Tainá mesmo faz questão de destacar. “Em alguns momentos, você se pergunta: mas ele não vai fazer nada? À parte todas as pauta identitárias, que são importantes, todos somos humanos, temos buracos e defeitos.” O elenco da montagem também conta com Wilson de Santos, Renata Brás, Tom Karabachian e Fábio Ventura. Fábio perdeu recentemente a mãe, e se mostrou mais interessado em discutir outras formas de amor. “É uma dor dilacerante, e eu com certeza contrataria os serviços daqueles três doutores, se pudesse”, disse, visivelmente emocionado. Tainá completou: “O preço do amor é o luto. Pra você experimentar o amor, vai ter que experimentar o luto. E quanto maior o amor, maior o luto”. Inclusive, do amor romântico. A Mostra Lucia Camargo do Festival de Curitiba é apresentada por Petrobras, Sanepar, CAIXA e Prefeitura de Curitiba, com patrocínio de CNH Capital — New Holland, EBANX, ClearCorrect — Neodent, Viaje Paraná — Governo do Estado Paraná e Copel — Pura Energia, além do patrocínio especial da Universidade Positivo. Festival de Curitiba A 33ª edição do Festival de Curitiba acontece de 24 de março a 6 de abril, reunindo cerca de 350 atrações em mais de 70 espaços de Curitiba e Região Metropolitana. A programação inclui espetáculos teatrais premiados e aclamados pelo público, estreias nacionais e uma ampla diversidade de manifestações artísticas, como dança, circo, humor, música, oficinas, shows, performances e gastronomia. Acompanhe todas as novidades e informações pelo site do Festival de Curitiba www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_curitiba.

Dudu Sperandio apresenta alta gastronomia italiana no Centro de Curitiba

A Osteria Lupita inaugura oficialmente na próxima terça-feira, dia 1ª de abril, com menu marcado pelo melhor da culinária da “velha bota” O Centro de Curitiba vai ganhar um novo destino para os amantes da culinária italiana. A partir da próxima terça-feira, dia 1º de abril, o renomado chef Dudu Sperandio reinventa o Lupita Bistrô Bar, transformando-o na Osteria Lupita. Com um conceito que une autenticidade e sofisticação, a casa vai apresentar um cardápio inspirado na alta gastronomia italiana, com receitas clássicas e técnicas refinadas. A casa, que vai funcionar durante o almoço e jantar, oferece um menu completo, dividido em couvert, antipasto, entradas, primeiro prato, segundo prato e sobremesa. Entre os destaques estão o Papardelle com zucca, bisque de camarão e ovas de Mujol; e o Ossobuco alla milanesa, que é servido com gremolata e risoto milanês com pistilos de açafrão. A Osteria Lupita trabalha, também, com opção de menu degustação. Para harmonizar com as criações, a Osteria Lupita conta ainda com uma ampla carta de vinhos, com rótulos cuidadosamente selecionados para complementar a experiência gastronômica. “Minha ideia sempre foi democratizar a boa gastronomia, e a Osteria Lupita será um reflexo disso. Queremos proporcionar uma experiência italiana genuína no coração da cidade, com pratos de alta qualidade e um ambiente acolhedor”, afirma o chef Dudu Sperandio, que também é responsável por vários outros sucessos da gastronomia curitibana: Ernesto Ristorante, Funiculare Pizzaria e Mercearia Avenida.       Localização icônica no Edifício Anita A Osteria Lupita funciona em um dos prédios mais emblemáticos de Curitiba: o Edifício Anita. Construído em 1950, o edifício mescla elementos modernistas e art déco e leva o nome de Anita, esposa do jornalista Frederico Faria de Oliveira, antigo proprietário do imóvel. O local chama atenção pela sua fachada coberta de trepadeiras e pela curiosa casinha no topo, um dos cartões-postais do Centro da cidade. A ambientação charmosa do espaço se alinha perfeitamente à proposta da Osteria Lupita, que promete uma experiência gastronômica sofisticada em um cenário histórico. A Osteria Lupita está localizada na Alameda Dr. Carlos de Carvalho (nº 15 A), no Centro de Curitiba, com horário de funcionamento de terça a sábado, das 12h à s 14h30 (almoço) e das 19h à s 23h (jantar), e aos domingos, das 12h à s 16h (almoço). Mais informações no perfil oficial da casa no Instagram: @osterialupita.  

Curitiba na rota dos shows internacionais: Hermanos Gutierrez desembarcam em abril

Estreia brasileira da dupla suíço-equatoriana acontece na Ópera de Arame No dia 11 de abril, a atmosfera da Ópera de Arame será palco de um encontro especial entre a música e a sensibilidade artística dos Hermanos Gutiérrez. A dupla suíço-equatoriana, conhecida por suas composições instrumentais hipnotizantes e pela fusão de influências latinas, faz sua estreia em solo brasileiro com a turnê do álbum Sonido Cósmico. O show integra a programação do Curitiba Jazz Sessions, projeto que tem se consolidado como uma das principais plataformas de jazz e música instrumental no Brasil. Com mais de 3 milhões de ouvintes mensais no Spotify, os irmãos Alejandro e Stephan Gutiérrez vêm conquistando o público global com suas composições. Seu quinto álbum de estúdio, “El Bueno y El Malo”, foi indicado ao prêmio de Álbum do Ano no American Music Honors & Awards 2023. Além disso, o produtor Dan Auerbach, que trabalhou no disco, recebeu uma indicação ao 65º Grammy Awards Anual na categoria Produtor do Ano, Não Clássico.     Agora, em turnê mundial com o mais recente álbum, “Sonido Cósmico”, os Hermanos Gutiérrez continuam a encantar plateias ao redor do mundo. A apresentação na capital será uma oportunidade imperdível de vivenciar o seu som, que mistura delicadeza e profundidade. O Curitiba Jazz Sessions reforça sua missão de proporcionar experiências musicais inesquecíveis, trazendo ao Brasil artistas que dialogam com a riqueza e a diversidade do jazz contemporâneo. A apresentação promete transportar a plateia para um universo onde cada acorde conta uma história e cada nota ressoa com emoção. A apresentação está agendada para 11 de abril, à s 19h, na Ópera de Arame (Rua João Gava, 970 — Abranches, Curitiba, PR). Os últimos ingressos do primeiro lote podem ser adquiridos pelas plataformas Cheers e EventRid. Não perca a oportunidade de vivenciar essa jornada musical única!    

A vida de Ney Latorraca foi um palco iluminado

Neste sábado, o ator e diretor Edi Botelho, casado por 30 anos com grande ator falecido no ano passado, recebeu homenagem do Festival de Curitiba Por Sandro Moser Quando estreou sua primeira peça, Pluft, o Fantasminha, com um grupo de teatro amador em Santos, no começo dos anos 1960, Ney Latorraca ficou encantado com a primeira (de muitas) críticas elogiosas sobre sua atuação em um jornal local. Na mesma página do diário praieiro, ele leu a notícia de que, após longa temporada, o grande ator Paulo Autran deixaria vago seu papel no espetáculo “Depois da Queda”, que protagonizava ao lado do grande nome do teatro brasileiro de então, Maria Della Costa — atriz, diretora e produtora da peça. Aos 16 anos, o jovem “Neyla” não teve dúvidas. Recortou a página do periódico e foi para São Paulo falar com a grande dama do teatro paulistano. Conseguiu penetrar no camarim e disse: “”” Oi, eu sou um grande ator de Santos e trouxe aqui o recorte do jornal para comprovar. Estou me colocando à disposição para substituir o Paulo Autran.” Ela, entre divertida e encantada com a petulância de Latorraca, agradeceu, mas disse que ele ainda era muito jovem para o papel. Ney, contudo, não se deu por vencido. Antes de sair, escreveu com batom no espelho do camarim: “Ainda serei seu galã.” Anos depois, em 1973, os dois contracenaram numa memorável montagem de “Bodas de Sangue”, dirigida por Antunes Filho. Uma placa na Sala Ney Latorraca Essa foi apenas uma das muitas e saborosas histórias contadas pelo ator e escritor Edi Botelho, que recebeu na manhã deste sábado uma homenagem a Ney Latorraca, com quem foi casado desde 1995 até a morte do ator em dezembro de 2024. Neste ano, a suíte reservada para as entrevistas coletivas do Festival, no Hotel Mabu, foi batizada de Sala de Imprensa Ney Latorraca e a decoração da arquiteta Jordana Fraga inclui uma galeria de fotos de grandes momentos da carreira do ator na televisão e, principalmente, no teatro. A diretora do Festival Fabíula Passini entregou uma placa a Edi Botelho onde se lia: “O 33º Festival de Curitiba presta homenagem a Ney Latorraca usando o seu nome num espaço dedicado à comunicação e à arte. Sua genialidade, irreverência e paixão pelos palcos marcaram para sempre o teatro brasileiro, deixando um legado que segue atravessando o tempo. Com profunda admiração e respeito do Festival de Curitiba”. Emocionado, Edi Botelho agradeceu e garantiu que Ney teria “adorado a homenagem”. “Foi tão recente e a gente teve um casamento tão bonito de 30 [anos], numa parceria não só de vida, mas também no teatro. Tá difícil falar, mas vamos lá. Quem coloca o Brasil para cima são os seus artistas e ele adorava este reconhecimento. De onde ele estiver, está vendo a gente e felicíssimo.” Histórias do Festival Edi contou outras histórias da personalidade exuberante do ator, que gostava de chegar antes aos eventos para “pegar os fotógrafos descansados” e combinava com o público códigos para ser aplaudido em cena aberta. Ele lembrou ainda de duas participações memoráveis do casal no Festival de Curitiba: a primeira em 1995 com a montagem de “Don Juan”, um texto de Otávio Frias Filho com direção de Gerald Thomas; e a outra, quase dez anos depois, na peça “Entredentes”, também com direção de Thomas, em que ambos faziam o papel de si mesmos e Ney começava cantando a valsa Chão de Estrelas, de Orestes Barbosa e Sílvio Caldas. “Ele [Gerald Thomas] é um grande e amado amigo e parceiro nosso na vida e do teatro. Foi a primeira pessoa que me ligou quando soube que o Ney faleceu.” Presente na sala, o crítico de teatro Gilberto Bartolo lembrou de momentos em que conviveu com Ney Latorraca na histórica montagem de “Hair”, que tinha Sonia Braga, Riccardo Petraglia e um grande elenco nos anos 1970. “O Ney tinha um humor cínico inigualável. Se ele te elogiava, você podia desconfiar”, brincou. Ney, o protetor das capivaras A homenagem coincidiu com o dia do aniversário de Curitiba, a cidade que, devido à grande população dos roedores em seus parques, adotou nos últimos anos a figura mansa da capivara como uma espécie de símbolo informal. Curiosamente, Edi lembrou da relação de Ney com as capivaras que gostavam de se refrescar na Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul do Rio, local onde o casal costumava caminhar. “Ele andava ali quase todos os dias e ele ficava encantado com elas e ele era um defensor, pois tinha gente que jogava pedra e ele ficava puto. Ele era um amigo e defensor das capivaras.” Foto capa: Edi Botelho com a diretora do Festival, Fabíula Passini. Fotos: Annelize Tozetto

Anibale se apresenta no Samba de Bamba

    A CAIXA apresenta a cantora e compositora mato-grossense Anibale, segunda atração do projeto Samba de Bamba, no dia 08 de abril, terça-feira, à s 20 horas, no Teatro da CAIXA (R. Conselheiro Laurindo, 280). A artista, que faz sua estreia nos palcos em Curitiba, vem acompanhada por sua banda com quatro músicos e preparou um repertório especialmente para o projeto. Os ingressos, com preços populares de R$20 e R$10 (meia-entrada), começam a ser vendidos no sábado, dia 29, a partir das 10 horas, presencialmente na bilheteria, e on-line, a partir das 15 horas, pela plataforma digital Sympla. A cantora, compositora e instrumentista Anibale nasceu em Tangará da Serra (MT) e, por influência da bossa nova e em busca da profissionalização musical, se mudou para o Rio de Janeiro, onde estudou violão na escola de música Villa Lobos e cavaco na Casa do Choro. Ela conta que sua aproximação definitiva com o samba aconteceu no Rio mas, curiosamente, traz boas recordações de Curitiba. “A família do meu pai, que mora em Curitiba, ouvia e tocava muito samba quando eu ia viajar com eles nas férias para o litoral do Paraná. Então existe essa ligação afetiva musical que eu relaciono o samba e Curitiba. São ótimas lembranças”, recorda.     Há 10 anos morando no Rio de Janeiro, Anibale firmou sua carreira musical no samba, apesar da influência de outras vertentes da música brasileira. A artista lançou seu primeiro single em 2024 e atualmente comanda sua roda de samba, além de acompanhar outros artistas com cavaco e/ou violão. Empolgada para o show no Samba de Bamba, ela revela que fez uma seleção de sambas especialmente para o projeto. “Essa será minha primeira apresentação em Curitiba, é um sentimento de muita satisfação. Então vou mostrar para o público um pouco dessa alegria, com sambas que foram marcantes para mim ao longo desses anos”. Entre os compositores que ela escolheu estão Paulinho da Viola, Martinho da Vila, João Nogueira, Dona Ivone Lara entre outros bambas. Samba de Bamba O curador e coordenador geral do projeto, Rodrigo Browne, conta que nesta temporada do projeto, das nove atrações que foram convidadas, sete são mulheres. “Isso mostra que a presença feminina está cada vez mais forte no samba. No projeto, além da mato-grossense Anibale, teremos representantes do Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e, é claro, daqui do Paraná”, adianta. Browne explica que, na sua grande maioria, os artistas selecionados para o projeto chegam a Curitiba para se apresentarem pela primeira vez na cidade. “A CAIXA Cultural possibilita, através do Samba de Bamba, um encontro inédito entre o artista e público, promovendo uma importante e fundamental democratização da nossa cultura”, finaliza. A próxima atração do projeto é a sambista gaúcha Alana Moraes, no dia 13 de maio.   Serviço: Samba de Bamba — Anibale Local: CAIXA Cultural Curitiba — Rua Conselheiro Laurindo, 280 — Centro Data: 08 de abril Horário: terça-feira, à s 20h. Abertura da venda de ingressos no dia 29 de março, sábado. Ingressos: R$20 e R$10 (meia — conforme legislação e correntistas que pagarem com cartão de débito CAIXA). Os ingressos podem ser comprados on-line pela plataforma digital Sympla: www.sympla.com.br — três horas após a abertura de venda presencial na bilheteria. A bilheteria da CAIXA funciona de terça a sábado das 10h à s 20h. Domingo das 10h à s 19h) Duração: 80 minutos Classificação: livre para todos os públicos Capacidade: 125 lugares (2 para cadeirantes). Confira a programação completa: Curitiba | CAIXA Cultural| Instagram @caixaculturalcuritiba Crédito fotográfico: Thiago Simplício/divulgação Assessoria de Imprensa: RB — Escritório de Comunicação Rodrigo Browne — (41) 99145-7027   SUGESTÃO DE BOX   Repertório: Minha missão (João Nogueira/Paulo César Pinheiro) Poder da criação (João Nogueira/Paulo César Pinheiro) Eu canto samba (Paulinho da Viola) Sai dessa (Ana Terra/Nathan Marques) Coração a batucar (Maria Rita) Reconvexo (Caetano Veloso) Tô voltando — (Maurício Tapajós/Paulo César Pinheiro) Minha verdade (Dona Ivone Lara/Délcio Carvalho) Samba de saudade (Chico Alves) Timoneiro (Hermínio Bello de Carvalho) Sá menina (Amanda Anibale) Fama Zen (Amanda Anibale) Marinheiro só (Domínio Público) Devagar devagarinho (Martinho da Vila) Que mulher (Mosquito) Cabide (Ana Carolina) Mais que nada (Jorge Benjor) Verdade chinesa (Carlos Colla) Disco (Dori Caymmi) Batendo a porta (João Nogueira/Paulo César Pinheiro) Água da minha sede (Roque Ferreira)

Parece mentira, mas não é: Rua 24 Horas terá chope a R$ 5,00 nesta terça-feira (1)

Promoção especial brinca com o Dia da Mentira e oferece chopp a preço reduzido durante quatro horas em Curitiba. O Dia da Mentira costuma ser marcado por pegadinhas e brincadeiras, mas desta vez, a surpresa é real. Nesta terça-feira (1º), o Bávaro, principal operação da tradicional Rua 24 Horas, um dos mais importantes pontos turísticos de Curitiba, vai oferecer chope a apenas R$ 5 durante quatro horas. Com uma oferta irresistível, o bar promete movimentar a região e proporcionar um happy hour especial para quem quiser brindar a data de forma descontraída. A ação acontece no período das 15h à s 19h. “Queremos brincar com o conceito do Dia da Mentira, mas sem pegadinhas. O chope a R$ 5,00 é uma ótima oportunidade para curtir o happy hour com os amigos em um dos espaços mais tradicionais de Curitiba”, destaca Luiz Breda, cofundador do Bávaro. Localizada no coração de Curitiba, a Rua 24 Horas é um dos pontos turísticos mais emblemáticos da cidade, reunindo gastronomia e lazer em um só lugar. Para mais informações, acesse o perfil oficial do Bávaro no Instagram: @bavaro_.

Vino! Batel comemora oito anos com quatro eventos

Para comemorar seus oito anos de muita atividade, o Vino! Batel preparou um festival com quatro eventos que vai desta quarta-feira (2/4) até o sábado. Degustação de vinhos, gastronomia, música ao vivo e muita diversão fazem parte da programação. Primeiro wine bar de Curitiba, o Vino! Batel inicia as comemorações com uma degustação de vinhos na quarta-feira (2/4), à s 20h. Ela será apresentada por Paul Tudgay, sommelier e fundador da Rootstock Vinhos, e Thiago Prodocimo, fundador da casa aniversariante, trazendo seis rótulos. São eles o Torrontes Riccitelli (Argentina), De Martino Chardonnay (Chile), Vivalti Alvarinho (Brasil), Santa Cristina Bianco (Itália), Santa Cristina Chianti (Itália), Montes Alpha Syrah (Chile). O preço por pessoa é de R$ 109, mais 10%, e inclui vinhos e água mineral.     Na quinta-feira (3/4), a partir das 20h30, o Vino! Batel recebe um show especial do Bernardo Manita Trio, acompanhado por três backing vocals – Thai Lopes, Carine Luup e Ana Cascardo. O grupo liderado por Manita (piano e voz) é residente das quintas da casa e conta com público cativo. No repertório, clássicos do jazz e soul aparecem ao lado de releituras jazzísticas de músicas pop, relembrando os grandes momentos que o trio já proporcionou ao público da casa. A entrada é franca, como em todas as apresentações no Batel. Para brindar o aniversário do Vino!, haverá promoção de garrafa em dobro em vinhos selecionados: o cliente paga uma e leva duas. Sexta-feira (4/4), também com início à s 20h30, é a vez do Acoustica Trio fazer um show comemorativo. Outra banda que tem presença frequente na programação do Vino! Batel, interpreta grandes sucessos do rock e pop rock. E, como na noite anterior, a casa terá promoção com double de garrafas de vinho.     No último dia de comemoração do oitavo aniversário, sábado (5/4), acontece o sunset Pizza no Deck com Degustação, das 17h à s 20h. O chef Adriano Quaranta foi convidado para comandar o forno, servindo uma seleção de pizzas — entre os sabores, Pepperoni, Brie com mel, Margherita e Marinara com burrata. Para harmonizar, o diretor comercial da vinícola portuguesa Lima & Smith, Camilo Lima, vai apresentar vinhos das linhas Covela e Tecedeiras, entre brancos e tintos. O preço por pessoa é de R$ 159 por pessoa, com pizza e vinho à vontade. Encerrando a festa, a partir das 20h30 do sábado, Bernardo Manita retorna ao deck do Vino!, dessa vez exclusivamente com seu trio. Não há cobrança de entrada ou couvert para este show.   Vino! Batel Endereço: Rua Comendador Araújo, 891 – Batel, Curitiba – PR Reservas: (41) 99241 8973. Siga: www.instagram.com/vinobatel/   Foto capa: Thiago Prodocimo e Paul Tudgay – foto Cauby Ross  

Elefanteatro faz duas apresentações gratuitas no Festival de Curitiba

  Espetáculo do Programa Guritiba terá sessões nos dias 5 e 6 de abril no Passeio Público e Teatro da Vila   Curitiba recebe nos dias 5 e 6 de abril o espetáculo Elefanteatro, um grandioso teatro de bonecos criado pela companhia Pigmalião Escultura que Mexe. A peça, que integra a programação do Programa Guritiba do 33ª edição do Festival de Curitiba, terá apresentações gratuitas no Passeio Público e no Teatro da Vila, ambas à s 16h. Com duração de 60 minutos, o espetáculo tem classificação livre, recomendado para crianças a partir de dois anos. Um elefante gigante, sagrado e místico, caminha pelas ruas. Ele vem aparentemente sozinho, sem carregar nada, mas dentro de si guarda muitas memórias. Afinal, um elefante nunca esquece. Seu interior abriga um mundo: tripulantes que ele carrega e resgata ao longo de sua jornada. Elefanteatro fala sobre migração, refúgio e pertencimento, questionando a fragilidade da condição humana. Afinal, “quem precisa de abrigo é sempre o outro, até sermos nós mesmos”. A atriz Liz Schrickte Alves, que integra o elenco, celebra a participação no evento. “Estamos muito felizes de estar participando de um festival tão importante quanto o de Curitiba.” Liz também compartilha a origem do projeto, idealizado por Eduardo Felix, que assina a direção e dramaturgia. “O Eduardo recebeu uma encomenda para construir um elefante para um espetáculo de formatura de uma escola de teatro aqui de Belo Horizonte, sob direção da Rita Clemente. Enquanto esculpia, ele pensou: ”˜imagina um teatro dentro de um elefante?’ E foi assim que surgiu a inspiração para o Elefanteatro: um animal cênico andante, que segue em seu cortejo acompanhado dos músicos e seus operários/manipuladores.” O espetáculo mistura elementos do teatro de bonecos, música ao vivo e performance, abordando temas como migrações e sustentabilidade. Mais informações no Instagram: @pigmaliao. O Guritiba é apresentado por CNH Capital – New Holland, Peróxidos do Brasil e Prefeitura de Curitiba, com patrocínio de BRFértil Fertilizantes, Ritmo Logística e Grupo Barigui. Festival de Curitiba Os ingressos para o Festival de Curitiba podem ser adquiridos pelo site oficial www.festivaldecuritiba.com.br ou na bilheteria física localizada no Shopping Mueller (Av. Cândido de Abreu, 127 — Piso L2, Centro Cívico). A 33ª edição do Festival de Curitiba acontece de 24 de março a 6 de abril, reunindo cerca de 350 atrações em mais de 70 espaços de Curitiba e Região Metropolitana. A programação inclui espetáculos teatrais premiados e aclamados pelo público, estreias nacionais e uma ampla diversidade de manifestações artísticas, como dança, circo, humor, música, oficinas, shows, performances e gastronomia. Acompanhe todas as novidades e informações pelo site do Festival de Curitiba www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_curitiba. Serviço: Elefanteatro Guritiba – Festival de Curitiba 5 de abril à s 16h no Passeio Público 6 de abril à s 16h no Teatro da Vila Entrada gratuita Gênero: Teatro de Bonecos Classificação: Livre Recomendado a partir de 2 anos Origem: Belo Horizonte (MG) Duração: 60 minutos 33.º Festival de Curitiba Data: De 24/3 a 6/4 de 2025 Valores: Os ingressos vão de R$00 até R$85 (mais taxas administrativas). Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva no Shopping Mueller (Segunda a sábado, das 10h à s 22h e, domingos e feriados, das 14h à s 20h). Verifique a classificação indicativa e orientações de cada espetáculo. Confira também descontos especiais para colaboradores de empresas apoiadoras, clubes de desconto e associações.