A rodada de negócios contou com enocultores de norte a sul do estado do Paraná, trazendo na história da vitivinicultura, tradições e qualidade única, nos vinhos, espumantes, sucos e produtos artesanais.
Os municípios participantes do projeto nesse primeiro momento são são Apucarana, Araucária, Bituruna, Boa Ventura de São Roque, Campo Largo, Chopinzinho, Colombo, Cruz Machado, Curitiba, Francisco Beltrão, Guamiranga, Guarapuava, Inácio Martins, Itapejara D’Oeste, Lapa, Marialva, Mariópolis, Mato Rico, Morretes, Piên, Pinhão, Piraquara, Ponta Grossa, Quatro Barras, Reserva do Iguaçu, Rio Negro, Rosário do Ivaí, Santa Tereza do Oeste, Santo Antônio do Sudoeste, São José dos Pinhais e União da Vitória. Novos interessados em entrar no programa devem procurar os escritórios regionais do IDR-PR.
VINÍCOLA BERTOLETTI
A Vinícola Bertoletti é uma empresa com uma tradição de várias gerações no cultivo de videiras e produção de vinhos. Fundada nos anos 30, os fundadores partiram de Bento Gonçalves, RS, para estabelecer-se na colônia Santa Bárbara (futura Bituruna), trazendo consigo mudas de videiras.
Hoje, estão na quarta geração no Brasil. Com o aumento das vendas e incentivos públicos, a empresa registrou sua marca em 2005 e tem continuamente investido em tecnologia e vinhedos. Além disso, colabora com mais de 40 produtores de uva, produzindo uma ampla variedade de vinhos e outros produtos relacionados.
https://vinicolabertoletti.com.br/

VINÍCOLA STRAPASSON
Fundada pelas raízes da imigração italiana, a Vinícola Pedrinho Strapasson nasceu em 1889, quando os avós de Pedro Strapasson chegaram ao Brasil e plantaram as primeiras mudas de uva trazidas da Itália, incluindo a variedade terci. Hoje, na terceira geração familiar, a vinícola em Colombo (PR) colhe até 120 mil quilos de uvas por safra, produzindo vinhos, sucos e geleias. Mantém o porte familiar para preservar a qualidade e tradição, e oferece turismo rural, como visitas, piqueniques e “colha e pague”, em meio a parreirais centenários que contam a história da imigração e da vitivinicultura na região.
https://vinicolastrapasson.com.br/

VINÍCOLA FAMÍLIA FARDO
Foi em 1974 que Ambrósio Fardo deixou a lavoura da família no Rio Grande do Sul para vir trabalhar na estofaria de caminhões do irmão, em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Em 1975, migra para a filial da estofaria em Colombo, no Paraná. Do casamento com Justina, nasce uma linda família, que se aventura em outros ramos de negócios bem sucedidos. Mas o coração de Ambrósio ainda batia pelo sonho de seguir a tradição de gerações da família e voltar a produzir vinho.
Quase 30 anos depois, ele compra uma chácara em Quatro Barras, região metropolitana de Curitiba, e lá, planta suas primeiras parreiras*, voltando a cultivar a terra. Em 2007, com a perda do irmão, que ainda produzia vinho no Rio Grande do Sul, Ambrósio compra as pipas de madeira da família e decide levar seu antigo sonho adiante. E assim inicia-se a aventura de erigir uma vinícola, construída pedra por pedra trazidas da terra natal. Em 2009, nasce o primeiro vinho da Família Fardo, um presente, um bordô produzido com paixão ao lado de Justina. Seu sabor trazia na memória a infância e a lembrança dos almoços em família. Hoje a vinícola conta com uma linha elaborada de acordo com o lema de seu fundador…
“Não faço vinho para beber,
faço vinho para saborear!”

VINHOS VÔ VITO
Naturais de Treviso, Província de Veneto na Itália, a família Pissaia chegou ao Paraná em 1877. A tradição de plantar parreiras e produzir seu próprio vinho, continuou com seus descendentes até hoje.
A família estabeleceu-se na Colônia Mergulhão em São José dos Pinhais. Algum tempo depois foram trazidas da Itália algumas mudas de parreiras que foram plantadas para a produção de vinho; plantavam também milho para fazer o fubá.
Os vinhos Vô Vito são produzidos em uma pequena vinícola com uvas selecionadas e feito com dedicação por seus sucessores. Dentro da cantina são preservadas antigas pipas de madeira, máquinas de moer uvas, oficina de marcenaria, utilizadas por muito tempo pelo Vô Vito.

CASA SCOLARO
A Família Scolaro tem mais de 50 anos de tradição em Chopinzinho, PR, produzindo delícias artesanais. Iniciado por Dona Ana, que fazia geleias para a família, o negócio cresceu em 1997, atendendo pedidos, e desde 2003 está presente em mercados da região.
Uma geleia caseira, como as nonnas faziam, com apenas fruta e açúcar. Cuidado e dedicação que se estendem aos vinhos de mesa produzidos pela família (disponíveis no Arte do Campo), e que utilizam as uvas Isabel, Bordô e Niágara, cultivadas na própria propriedade.
As geleias produzidas pela Casa Scolaro possuem a certificação Alimentos do Paraná, concedido pelo Sebrae/PR para produtores que demonstram respeito ao consumidor, por atuar com seriedade e ter qualidade e segurança em seus processos de fabricação.
https://artedocampo.com.br/lojas/casa-scolaro

Dentre outras Vinícolas da rodada de negócios estavam presentes:
Em Campo Largo – PR
https://www.vinicolabusato.com.br
Em Colombo – PR
https://www.vinicolaunusmundus.com
Na Serra de São Luiz do Purunã, Campo Largo – PR
Em Roça Grande, Colombo – PR
A estruturação do roteiro almeja consolidar o enoturismo como política de longo prazo e criar um produto turístico que reforce o Paraná como destino para esse tipo de experiência. A organização envolve, além da Seab e do IDR-Paraná, a Associação dos Vitivinicultores do Paraná (Vinopar). Com atividades como o sistema “colha e pague”, participação em vindimas, degustações guiadas e atividades ao ar livre nas propriedades, o projeto promete causar impacto na agroindústria e na diversificação das atividades produtivas das regiões participantes.
Para o diretor-presidente do IDR-PR, Natalino Avance de Souza, o projeto está ligado à história do Paraná e proporciona para o campo uma oportunidade de renda e, para a cidade, a chance de conhecer o que há de bom sendo produzido no campo. “Estamos valorizando um atrativo turístico que faz parte do nosso meio rural, da nossa atividade dentro de um conceito moderno que, primeiro, envolve o Revitis, ou seja, voltar a produzir bem, e, segundo, valoriza aquilo que as nossas famílias têm no seu DNA”, finalizou.
“Para os nossos produtores assistidos, essa rota é uma oportunidade de negócio que eles podem ter a partir da oferta de serviços turísticos nas suas propriedades”, complementou o coordenador estadual de Turismo Rural do IDR-Paraná, Sidney Valeriano.
AE/Gov.












