Curitiba ganha primeira unidade de academia para neurodivergentes

Fernanda Martins: “Oferecemos um ambiente de academia, mas planejada para o ritmo e calendário de cada aluno”
Com uma proposta inovadora para pessoas neurodivergentes que transforma a dificuldade motora em autonomia, Curitiba recebe a primeira unidade paranaense do Espaço Rodrigo Brivio & GêDois.
Trata-de de uma referência nacional no desenvolvimento motor, cognitivo e social de pessoas neurodivergentes e condições (incluindo o autismo, paralisias e Síndrome de Down) por meio da atividade física adaptada e de uma abordagem multidisciplinar.
A nova unidade, que está localizada nas Mercês (Rua Jacarezinho, 485) representa a chegada oficial ao Paraná da marca fundada no Rio de Janeiro pelo preparador físico homônimo. Nasceu de uma iniciativa pessoal da psicóloga Fernanda Martins, que transformou a própria experiência como mãe atípica em um projeto voltado ao acolhimento e ao desenvolvimento de outras famílias.
A ideia surgiu durante a busca por alternativas capazes de ampliar o desenvolvimento e a independência do filho, atualmente com 9 anos e diagnosticado com transtorno do espectro autista (TEA).
Inconformada com a escassez de serviços especializados na região, Fernanda pesquisou diferentes metodologias em todo o país, até conhecer o trabalho desenvolvido por Rodrigo Brivio, reconhecido nacionalmente pela utilização do movimento como ferramenta terapêutica para promover autonomia, inclusão e qualidade de vida.
Após arrumar as malas e passar um mês com o filho acompanhando de perto os resultados da metodologia e comprovar seus benefícios, decidiu trazer a marca para Curitiba, tornando a capital a primeira cidade do Paraná a receber uma unidade do grupo.
“Como psicóloga e principalmente como mãe de uma criança autista, eu vivi a dificuldade de encontrar um atendimento que realmente unisse acolhimento, ciência e resultados. Quando conheci a metodologia Rodrigo Brivio, percebi que era exatamente isso que eu buscava para o meu filho. Assim, trazer essa proposta para a capital passou a ser uma missão, para que outras famílias não precisem sair do Estado em busca desse tipo de atendimento tão especial e único”, afirma Fernanda.
“Oferecemos um ambiente de academia, mas planejada para o ritmo e calendário de cada aluno. Um local sem julgamentos, com especialistas em manejo, focado em desenvolver a coordenação, o equilíbrio e a confiança que ele precisa para o mundo”, resume Fernanda.
“Outro ponto que vale ser destacado é que os alunos são estimulados especialmente no desenvolvimento da força, de forma tão lúdica e natural que sequer percebem que estão exercitando essa habilidade”, acrescenta.
Entre os principais benefícios observados, estão o fortalecimento das funções executivas (como atenção, planejamento, memória de trabalho e controle inibitório), melhora da coordenação motora, equilíbrio, força, agilidade e consciência corporal, além da regulação emocional, redução da ansiedade e organização sensorial.
O método também favorece o desenvolvimento das habilidades sociais, amplia a autonomia, fortalece a autoestima e estimula a generalização das competências adquiridas para os ambientes familiares, escolares e sociais.
“Outro diferencial é o trabalho voltado para pessoas com hipotonia, condição caracterizada pelo baixo tônus muscular, bastante comum em diferentes transtornos do neurodesenvolvimento”, explica Fernanda.
Além das aulas individualizadas de atividade física adaptada, a unidade de Curitiba oferece atendimento clínico multidisciplinar para crianças e adolescentes, reunindo psicologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e avaliação neuropsicológica para diagnóstico e acompanhamento especializado.
Baixa representatividade feminina em cargos de decisão corporativa
(foto Piettra Pires)
Liu Berman : “Os dados mostram o atraso do mercado brasileiro e o quanto as empresas perdem em competitividade internacional ao ignorar esse potencial”.
A liderança feminina no mundo “business” tem ditado transformações internacionais no mercado de trabalho. Hoje, a maioria das empresas em todo o mundo têm duas ou mais mulheres no conselho de administração e correspondem a quase 30% dos cargos no conselho, segundo dados da Governance QualityScore.
Entre os mercados emergentes, o Brasil aparece acima da Coreia do Sul, mas ainda ocupa a penúltima posição do “ranking de participação feminina em conselhos de administração” de 28 países. Com a média de uma mulher por conselho (1,4), os ambientes executivos se transformaram em obstáculos para a força de trabalho feminina local.
É nesse cenário que algumas das Business Women e personalidades se destacam na luta e na articulação feminina dentro do ecossistema de negócios. Mulher, mãe e empresária à frente de movimentos criativos há mais de duas décadas, Liu Berman explica que o olhar feminino é capaz de conectar diferentes gerações, frentes, comunidades e governanças das três instâncias em torno de um propósito comum.
“Os dados mostram o atraso do mercado brasileiro e o quanto as empresas perdem em competitividade internacional ao ignorar esse potencial. A liderança feminina traz uma dinâmica essencial para a eficiência dos negócios e para a abertura de novas frentes financeiras, em contato com mercados consolidados como Espanha, França e Itália, que apresentam os maiores indicadores de cargos de diretoria ocupados por mulheres”.
E acrescenta Liu Berman: “Ainda segundo a QualityScore. Isso significa que movimentar a economia exige capacidade de articulação e descentralização para transformar o ecossistema corporativo em um ambiente mais rentável, competitivo, e ao mesmo tempo, social e sustentável”.
De um empreendimento de sucesso, o ‘Coreto Criativo’, até a jornada como speaker da COP30 e figura em destaque da economia circular, popular e criativa em 4 das 5 regiões do Brasil, Liu hoje é Presidente do Instituto Reinventando Futuros e uma das fundadoras do Instituto Elas na Economia Circular, sendo responsável pela assinatura de mais de 100 projetos e potencializando 200 mulheres nas frentes cultural, social e sustentável.
“Há uma geração de profissionais qualificadas, empreendedoras e líderes que ainda encontram barreiras para chegar aos centros de decisão. A transformação desse cenário depende da mudança cultural, mas também de iniciativas – como dizemos, ‘solidárias, populares e criativas’. Pensamos muito no corporativo e esquecemos que há múltiplas frentes onde podemos atuar em conjunto”, afirma Liu Berman.










