Fundo de investimento reorganiza capitalização e transparência
Silvia Wilbert, sócia da Safegold: “o FDIC próprio pode atuar como um verdadeiro “cartão de visitas” para o mercado, demonstrando organização e compromisso com credores.”
Em meio ao crescimento expressivo do número de empresas em recuperação judicial no Brasil, uma inovação no mercado financeiro começa a ganhar espaço: a possibilidade de companhias estruturarem seu próprio Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FDIC) como mecanismo de reorganização, capitalização e transparência.
Tradicionalmente, os FDICs são utilizados por bancos e gestoras para securitizar recebíveis. A novidade está em permitir que a própria empresa em recuperação judicial organize um FDIC “monocentrado” (lastreado em um único originador de recebíveis) ou “monosacado” (focado em recebíveis de um único sacado estratégico).
Esse modelo amplia a previsibilidade para credores, aumenta a confiança do mercado e cria um canal direto de transparência financeira.
“Estamos falando de uma mudança de paradigma. Quando a empresa consegue estruturar um FDIC próprio, ela não só organiza seus recebíveis, como também transmite maior clareza para investidores e stakeholders sobre sua capacidade de recuperação”, explica Silvia Wilbert, sócia da Safegold, companhia especializada em consultoria e serviços de reestruturação empresarial.
A Safegold, que vem assessorando empresas em processos complexos de recuperação judicial, destaca que o FDIC próprio pode atuar como um verdadeiro “cartão de visitas” para o mercado, demonstrando organização e compromisso com credores. Além disso, ao concentrar os direitos creditórios em um veículo regulado e transparente, a empresa passa a contar com um ativo estruturado que facilita tanto a renegociação com bancos quanto a atração de novos investidores.
Armazenagem é peça-chave no setor de alimentos
Giordania Tavares, CEO da Rayflex: “A depender do tipo de produto, é essencial manter a estabilidade de temperatura, umidade e condições adequadas de higiene”
O varejo online de alimentos e bebidas no Brasil vive um momento de forte expansão. De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o e-commerce do setor cresceu 18,4% em 2024, movimentando R$ 16 bilhões.
Para Giordania Tavares, CEO da Rayflex, empresa líder na fabricação de portas rápidas industriais, esse cenário reforça a necessidade de investir em soluções que otimizem a logística e a armazenagem, garantindo maior controle térmico, agilidade nas operações e preservação da qualidade dos alimentos.
“A depender do tipo de produto, é essencial manter a estabilidade de temperatura, umidade e condições adequadas de higiene. Nesse contexto, a escolha dos modelos de portas para ambientes internos e externos merece atenção, já que o controle ambiental é determinante para assegurar a integridade dos itens ao longo de toda a cadeia”, afirma.
Quando o assunto passa para alimentos perecíveis, essa complexidade se intensifica, já que os prazos de entrega, a separação individual de pedidos e a maior rotatividade de estoque exigem ainda mais controle sobre temperatura, validade e condições de armazenamento.
Nesse sentido, as portas rápidas são importantes aliadas para evitar que erros operacionais aconteçam, garantindo a fluidez do trabalho do operador, além de possuir alto grau de vedação, impedindo a entrada de calor em salas refrigeradas e até de impurezas no ambiente.
Segundo a especialista, “modelos com abertura e fechamento automáticos são mais indicados, pois considerando o alto fluxo de entrada e saída de pessoas, esses modelos conservam o produto no interior da câmara fria, evitando a perda de temperatura.”
Inteligência Artificial consolida novo padrão de eficiência
Abdul Assal, Diretor de Desenvolvimento de Negócios da Galileo: “A Inteligência Artificial permite reduzir custos estruturais, ampliar escala e qualificar a experiência do cliente simultaneamente”
A Inteligência Artificial (IA) deixou de ser um diferencial competitivo pontual para se tornar um vetor estrutural de transformação no setor financeiro. Para conselhos, CEOs e executivos C-level, a discussão já não é mais “se” a IA será adotada, mas “como” integrá-la de forma estratégica à arquitetura tecnológica e ao modelo de negócios.
Segundo relatório da McKinsey & Company, a IA generativa pode adicionar entre US$200 bilhões e US$340 bilhões por ano ao setor bancário global, impulsionando ganhos de produtividade, redução de custos e aumento de receita.
De acordo com Abdul Assal, Diretor de Desenvolvimento de Negócios da Galileo no Brasil e na Colômbia, a IA acelera um processo de modernização que já vinha sendo conduzido há mais de uma década. “A IA permite reduzir custos estruturais, ampliar escala e qualificar a experiência do cliente simultaneamente. Trata-se de uma alavanca direta de eficiência e crescimento sustentável.”
A captura plena de valor da IA depende de uma base tecnológica robusta, uma vez que a modernização de core banking se tornou uma das principais prioridades estratégicas para bancos que desejam acelerar sua agenda digital.
Um levantamento do primeiro Índice de Inclusão Técnica da Galileo revelou que no Brasil 75% dos executivos do setor afirmam que sistemas legados limitam a capacidade das empresas de oferecer experiências inclusivas, e 55,4% estimam perder até 10% das oportunidades de negócio devido a essa limitação.













