Coluna do JUK – CAPITAL & NEGÓCIO

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Previdência complementar busca,no Paraná, espaço no campo

 

Natalino Avance de Souza Presidente do IDR, ladeado à esquerda por Marcos César Todeschi, Diretor de Seguridade da Fusan e  Rafael Stec, presidente da Fusan.

Em um movimento que reflete a crescente preocupação com a sustentabilidade da renda na aposentadoria no Brasil, a Fundação Sanepar de Previdência e Assistência Social (Fusan) e o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR) pretendem ampliar a presença da previdência complementar entre agricultores do Paraná.

A proposta foi apresentada, durante o evento que marcou os 70 anos do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), nos dias 17 e 18, no Instituto de Engenharia do Paraná (IEP). A iniciativa prevê uma parceria entre as duas instituições para levar educação previdenciária e acesso ao Plano Gera – Viva Mais Previdência a agricultores e seus familiares.

“O objetivo é introduzir instrumentos de planejamento financeiro de longo prazo em um segmento da população que, historicamente, depende quase exclusivamente da previdência pública”, afirma Rafael Stec, presidente da Fusan.

O projeto parte de um diagnóstico conhecido no setor previdenciário: embora o Brasil possua um sistema relativamente amplo de aposentadorias públicas, a adesão à previdência complementar permanece concentrada em trabalhadores formais urbanos e servidores públicos.

O meio rural, especialmente a agricultura familiar, continua com baixa penetração de produtos de poupança previdenciária estruturados. A proposta da Fusan é atuar em duas frentes. A primeira envolve programas de educação financeira e previdenciária, com palestras, capacitações e materiais informativos desenvolvidos em conjunto com a rede técnica do IDR-Paraná, instituição que mantém forte presença nas comunidades rurais do estado.

A segunda frente prevê a facilitação do acesso ao Plano Gera – Viva Mais Previdência, um plano de previdência complementar aberto a diferentes perfis de participantes.

Fundada em 1982, a Fusan acumulou ao longo de quatro décadas experiência na gestão de previdência complementar. A entidade administra atualmente planos voltados a trabalhadores da companhia de saneamento e a outros públicos institucionais, além de produtos mais flexíveis voltados ao público em geral.

A escolha do IDR-Paraná como parceiro não é casual. O instituto, criado a partir da integração de órgãos históricos de pesquisa, extensão e assistência técnica rural do estado, possui capilaridade em praticamente todas as regiões agrícolas do Paraná. Essa estrutura pode funcionar como canal de disseminação de informações e de orientação sobre planejamento previdenciário.

 

Dívidas  empresas brasileiras superam gastos de guerra dos EUA

Foto 2 – Fábio Astrauskas: “necessidade de atenção ao ambiente de crédito no Brasil, especialmente em um contexto de juros elevados e maior pressão sobre o caixa das empresas.”

 

 

As recentes movimentações de recuperação extrajudicial de grandes companhias brasileiras chamam atenção não apenas pelo volume financeiro envolvido, mas também pela dimensão comparativa em escala global.

De acordo com análise de Fábio Astrauskas, economista e fundador da Siegen Consultoria, com sede em São Paulo, o montante das dívidas declaradas por GPA e Raízen em seus respectivos pedidos de recuperação extrajudicial impressiona.

“As dívidas de GPA (R$ 4,5 bilhões) e Raízen (R$ 65 bilhões), que compõem seus respectivos pedidos de recuperação extrajudicial, juntas, são maiores do que o gasto informado pelo Pentágono na guerra contra o Irã nos seus primeiros seis dias (US$ 11,3 bilhões, equivalente a cerca de R$ 60 bilhões)”, afirma Astrauskas.

Segundo o especialista, a comparação ajuda a traduzir, de forma didática, a magnitude dos valores envolvidos, aproximando o debate econômico do entendimento público.

Para Astrauskas, o cenário reforça a necessidade de atenção ao ambiente de crédito no Brasil, especialmente em um contexto de juros elevados e maior pressão sobre o caixa das empresas. “Esses números evidenciam o tamanho do desafio financeiro enfrentado por grandes corporações e sinalizam um momento que exige disciplina, reestruturação e visão estratégica”, avalia.

A Siegen é uma consultoria especializada em análise econômica, inteligência de mercado e reestruturação financeira, atuando junto a empresas de diversos setores na interpretação de cenários e tomada de decisão estratégica.

Orquestração de pagamentos ganha espaço no e-commerce

Gabriel Tierno: “a orquestração de pagamentos deixa de ser um conceito técnico e passa a ocupar espaço nas discussões de crescimento, eficiência e competitividade”.

 

 

Durante muitos anos, os pagamentos foram tratados como uma etapa operacional do e-commerce: escolher um bom provedor de serviço de pagamento, garantir estabilidade e acompanhar taxas de conversão.

No entanto, esse modelo funcionou enquanto o mercado era mais previsível. Os métodos de pagamento eram limitados e a expansão internacional não fazia parte da agenda da maioria das médias e grandes empresas.

Esse cenário mudou, o que reflete o aumento da complexidade no ecossistema de pagamentos, segundo Gabriel Tierno, Gerente de Desenvolvimento de Negócios Latam da Juspay, que explica: “com mais meios de pagamento, múltiplos adquirentes, camadas de antifraude, regras regulatórias e consumidores cada vez mais sensíveis à atritos transformou a infraestrutura de pagamentos em uma decisão estratégica, e as empresas que ainda operam com estruturas rígidas estão ficando para trás”.

A Juspay é uma empresa multinacional líder em tecnologia de pagamentos, redefinindo pagamentos para mais de 500 grandes empresas e bancos globais. A empresa é alimentada por uma rede global de mais de 1.200 especialistas em pagamentos que operam em São Francisco, Dublin, São Paulo, Dubai e Singapura.

A orquestração de pagamentos funciona como uma camada inteligente que centraliza e gerencia todo o ecossistema de pagamentos de um negócio — gateways, adquirentes, métodos de pagamento, antifraude e tokenização — em uma única interface.

Em vez de cada transação seguir um fluxo fixo, o sistema decide em tempo real qual o melhor caminho para cada compra, levando em conta variáveis como custo, tipo de cartão, localização do consumidor e disponibilidade dos provedores. Se um deles apresentar falha ou queda de performance, o redirecionamento acontece automaticamente, sem interrupção para o cliente.

A diferença em relação ao modelo tradicional está justamente nessa inteligência dinâmica. Antes, o lojista integrava separadamente cada fornecedor e dependia de projetos técnicos para qualquer mudança. Com a orquestração, essas decisões passam a ser estratégicas.

 

 

 

 

 

 

 

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