Com shows gratuitos e atividades educativas, o “Circulação – Devoção, Rap do Meu Samba” contempla 10 apresentações musicais, além de um bate-papo sobre a potência do RAP na vida de jovens da rede pública
A cultura periférica pulsa, resiste e transforma. E é com esse espírito que o projeto “Circulação – Devoção, Rap do Meu Samba” inicia uma jornada musical e educativa por cinco cidades da Região Metropolitana de Curitiba: Campo Largo, Fazenda Rio Grande, Pinhais, Piraquara e Curitiba. A ação, que acontece entre os dias 12 e 22 de maio, tem como objetivo conectar o rap, o samba e as vivências da juventude periférica por meio de apresentações gratuitas e atividades formativas que valorizam a arte como ferramenta de transformação social.
Comandado pela cantora Janine Mathias, ao lado da Banda Devoção, o projeto realiza dez apresentações gratuitas ”” duas em cada cidade da circulação ”” com duração de 60 minutos cada. Em Campo Largo (12/05), Fazenda Rio Grande (14/05), Pinhais (16/05) e Piraquara (20/05), os shows acontecem a partir das 11h e das 14h, e os ingressos devem ser retirados na plataforma Pixta.me ou com 30 minutos de antecedência no local dos shows. Já o encerramento do projeto acontece em Curitiba, no Teatro Universitário de Curitiba (TUC), com sessões especiais a partir das 15h e das 18h, também com entrada gratuita mediante retirada antecipada.
- 12/05 – Campo Largo – Casa de Cultura — 11h e 14h
- 14/05 – Fazenda Rio Grande – Teatro Municipal — 11h e 14h
- 16/05 – Pinhais – CEU (miniauditório) — 11h e 14h
- 20/ 05 – Piraquara – Teatro do Parque das Águas — 11h e 14h
- 22/05 – Curitiba – Teatro Universitário de Curitiba (TUC) — 15h e 18h
Além da música ao vivo, o projeto entrega uma contrapartida educativo-cultural: um circuito de bate-papo com alunos da rede pública de ensino, com foco em adolescentes entre 12 e 18 anos, além de adultos inseridos em programas como os CEJA’s (Centros Estaduais de Educação de Jovens e Adultos), que oferecem ensino fundamental e médio a pessoas que não concluíram os estudos na idade regular. “O objetivo é estimular o protagonismo artístico da juventude, especialmente de quem está nos primeiros passos criativos”, destaca Janine.
Com duração de até 45 minutos, esses encontros proporcionam uma conversa franca sobre a potência do rap como forma de expressão e consciência, trazendo as vivências da própria Janine Mathias e de outros artistas envolvidos. Durante os bate-papos, são compartilhadas reflexões sobre os desafios e conquistas de ser um artista negro no Brasil.
O encerramento da circulação acontece de forma especial: um pocket show da cantora Janine Mathias com a DJ Mitay, seguido por uma batalha de rima com MC’s locais. A ação celebra a arte de rua e o talento da nova geração, oferecendo visibilidade a artistas das regiões contempladas e fortalecendo a cena cultural de cada cidade. “O projeto reafirma o papel da cultura como ponte entre territórios, saberes e trajetórias, demonstrando que, quando a arte ocupa os espaços, ela também constrói futuros possíveis”, completa Janine.
Sobre Janine Mathias

Radicada em Curitiba há 12 anos, Janine Mathias é natural de Brasília e carrega no sangue a ancestralidade do samba. Filha de cantor e criada em meio à s primeiras rodas de samba da capital federal, a artista cresceu entre referências da música negra brasileira e o universo da cultura urbana. Apesar de ter iniciado sua trajetória artística no rap, foi justamente esse cruzamento de linguagens que consolidou seu estilo único ”” uma mistura potente de resistência, lirismo e raiz.
Com um olhar atento à herança afro-brasileira e à s urgências sociais, Janine firmou-se como uma das vozes mais expressivas da cena curitibana. Em 2014, criou o Samba da Nêga, projeto que nasceu como uma ocupação cultural e se transformou em um dos principais espaços de valorização da cultura negra no sul do país. A iniciativa reúne música, afeto e consciência, promovendo encontros entre artistas e público em torno do samba de terreiro, do partido alto e da narrativa ancestral.
Janine já dividiu palco com grandes nomes da música nacional, como Luedji Luna, Emicida, Ellen Oléria e Rincon Sapiência, e participou de importantes festivais em todo o Brasil. Com seu primeiro álbum, “Dendê” (2018), recebeu elogios da crítica especializada ao explorar ritmos como samba, ijexá, funk e rap em um registro repleto de identidade e pertencimento.

Reconhecida pela força de suas letras e pela presença cênica arrebatadora, Janine Mathias atua não só como cantora e compositora, mas também como produtora cultural e educadora, articulando projetos que promovem o acesso à arte, à memória e à representatividade negra nas periferias e nos palcos do país.
Para mais informações sobre o projeto “Circulação – Devoção, Rap do Meu Samba”, entre em contato pelo telefone (41) 99889-0034 ou acesse a plataforma Pixta.me.












