Festo Experience Center em Curitiba com soluções em automação industrial

(Crédito da foto: Reinaldo Reginato)
Cesar Gaitán: “Escolhemos Curitiba como ambiente para expandir nossa atuação em inovação aberta”
A multinacional alemã Festo, líder global em automação industrial pneumática e elétrica, inaugurou na segunda quinzena de março o Festo Experience Center (FEC), instalado na Hotmilk, ecossistema de inovação da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), em Curitiba.
Esse novo espaço é voltado ao desenvolvimento, testes e demonstrações de tecnologias, consolidando o Paraná como território estratégico para a indústria 4.0 no Brasil. O jornalista Luiz Augusto Juk (@jukbusinessenews) do jornal DIÁRIO INDÚSTRIA & COMÉRCIO, esteve presente à solenidade.
O CEO Business Region South America, Cesar Gaitán, ao falar na ocasião, ressaltou a trajetória da companhia e a escolha por Curitiba como polo de expansão. “É um grande prazer estar aqui acompanhando esta inauguração. A Festo, fundada em 1925, celebra 100 anos de operação global em 2025, além de 58 anos no Brasil. Escolhemos Curitiba como ambiente para expandir nossa atuação em inovação aberta”.
Para o Head of Field Services South America, Sebastian Ramirez, a proximidade com clientes foi determinante. “Estamos mais próximos dos clientes do Sul do Brasil e de um dos maiores polos industriais do país. O FEC surge para responder aos desafios dos projetos industriais, como custos, incertezas e disponibilidade de recursos. A tecnologia precisa atender às necessidades reais, com soluções customizáveis e resultados práticos”, destacou.
A Head of Field Services South America, Caroline Crivoi, enfatizou o papel do espaço na redução de riscos da inovação. “Inovar na indústria custa caro e envolve riscos. O Experience Center nasce justamente para permitir que empresas experimentem, validem e acelerem decisões com dados reais. Aqui, a inovação sai do papel e se torna prática”.
Representando o ecossistema anfitrião, a gerente de Inovação Corporativa e Startups da Hotmilk PUCPR, Aline Scarpin, classificou o momento como histórico. “Hoje não estamos apenas inaugurando um espaço, mas uma nova fase de conexão entre indústria global, universidade e inovação. A chegada da Festo simboliza a consolidação de uma visão: a de que a inovação acontece quando diferentes mundos se encontram”.
Encerrando as apresentações, o Sales Executive da Festo, Cesar Alarcon, destacou a proposta do novo centro. “O FEC permite aproximar tecnologia e inovação dos desafios reais das empresas. É um espaço para experimentar, desenvolver e executar projetos que aumentem a produtividade e a eficiência dos processos industriais”.
Tendências-chave em relações públicas para América Latina

Claudia Daré: “Em um mercado saturado por conteúdo gerado por máquinas, a ‘autenticidade radical’ e o julgamento humano continuarão sendo o núcleo da reputação”
Em um mundo globalizado, caracterizado pela fragmentação social, pela aceleração tecnológica e pela necessidade de resultados financeiros, as relações públicas já não são apenas um recurso de difusão de informações, mas sim o centro da reputação e da rentabilidade corporativa.
“Em 2026, a indústria se encontrou em um ponto de inflexão em que a ‘inteligência relacional’ e a autenticidade radical são os únicos ativos capazes de manter a confiança das instituições”, afirma Claudia Daré, cofundadora e diretora da Latam Intersect, agência de comunicações integradas com operações em toda a América Latina.
De acordo com uma análise de tendências realizada pela área de Inteligência da Latam Intersect , o ecossistema de comunicação será impulsionado por cinco pilares: O retorno sobre o investimento (ROI). Este ano, o principal esforço dos executivos de comunicação será demonstrar impacto no crescimento do negócio. As ‘métricas de vaidade’, como o simples alcance massivo, já não atendem às exigências da alta liderança; agora é necessário um modelo de comunicação integrado que vincule a reputação diretamente aos canais de venda e à rentabilidade financeira.
Outro pilar é A superação do isolamento e a reconstrução de uma “realidade compartilhada”. O mundo enfrenta uma crise de confiança em que, segundo estudos recentes do setor de comunicação, 7 em cada 10 pessoas adotam uma postura fechada e tendem a questionar quem possui valores ou fontes de informação diferentes. Nesse contexto, as relações públicas devem atuar como construtoras de pontes em um cenário polarizado, especialmente em regiões como a América Latina.
Também é citada o item SEO a GEO: a otimização para mecanismos generativos de Inteligência Artificial (IA) deixou de ser algo experimental e passou a atuar como um verdadeiro “copiloto” operacional. A visibilidade das marcas já não dependerá apenas dos buscadores tradicionais, mas também de serem citadas e legitimadas nos grandes modelos de linguagem (LLMs), por meio da chamada otimização para mecanismos generativos (GEO). O papel do comunicador será alimentar esses modelos com dados de alta autoridade.
Consta ainda A ascensão do intermediário de confiança. Num contexto em que a credibilidade das grandes instituições se encontra fragilizada, a confiança tornou-se mais local e pessoal. As organizações precisam evoluir para uma comunicação de proximidade, capacitando seus colaboradores a serem verdadeiros embaixadores da marca e estabelecendo parcerias com microinfluenciadores que detenham autoridade genuína em seus nichos.
E finalmente a tendência de Defesa contra a desinformação e construção de marca. A desinformação é hoje considerada um risco existencial para as corporações. As estratégias de comunicação devem liderar a criação de “reservas de boa vontade”, ou seja, capital reputacional, por meio do monitoramento inteligente de dados, garantindo que a voz oficial da marca seja a fonte de informação mais confiável diante do ruído informacional.
“O sucesso organizacional em 2026 dependerá da redução da lacuna entre as expectativas de confiança da sociedade e o desempenho real das instituições. Em um mercado saturado por conteúdo gerado por máquinas, a ‘autenticidade radical’ e o julgamento humano continuarão sendo o núcleo da reputação”, afirmou Daré.











