Charmoniks Heuer comenta importância do RH e onde precisa estar presente
“Antes de pensar no que o RH gostaria de fazer, precisamos entender o que a empresa realmente precisa naquele momento”, afirma Charmoniks Heuer
A atividade de Recursos Humanos (RH) deixou de ser um setor puramente burocrático e se tornou um pilar estratégico vital para a sobrevivência e o crescimento de qualquer empresa. A sua importância central está no fato de que os resultados de uma organização dependem diretamente das pessoas que trabalham nela.
Para comentar sobre esta importante função, o ESPAÇO BUSINESS WOMAN CWB, do jornal Diário Indústria & Comércio, coletou informações junto a Charmoniks Heuer que é uma renomada executiva e especialista nesta atividade, com destaque além do Paraná, mas também em âmbito nacional. Ela defende um Recursos Humanos mais próximo do negócio, mais firme na formação de líderes e menos preocupado em agradar a todos.
Com mais de 20 anos de experiência na área de gestão, desenvolvimento de lideranças e cultura organizacional, sua atuação possui forte relevância no cenário corporativo do Paraná. Ela também atua como palestrante, mestre de cerimônias e é coautora de livros voltados à liderança, inovação e protagonismo.
Segundo Charmoniks Heuer, “liderar Recursos Humanos em uma empresa familiar de grande porte exige muito mais do que domínio técnico. Exige leitura de negócio, capacidade de articulação, coragem para tomar decisões e clareza sobre uma questão que, precisa estar muito bem definida dentro das organizações: a gestão de pessoas não é responsabilidade exclusiva do RH.”
Com mais de 14 mil pessoas inseridas no contexto da organização e 11 áreas sob sua gestão, Charmoniks vive diariamente uma rotina marcada por diferentes demandas, interesses, desafios operacionais e decisões que impactam pessoas e resultados. Segundo ela, liderança não é ser “boazinha” ou “braba”: é ser justa.
É justamente dessa experiência que nasce uma de suas principais convicções profissionais: “RH não pode ficar pensando apenas em estourar bexiga. Precisa entender o que o negócio precisa.” A frase, provocativa, traduz a forma como ela enxerga a evolução da área.
Para Charmoniks, ações de clima, comemorações, campanhas internas e iniciativas de engajamento continuam tendo importância. “O problema surge quando o RH passa a ser percebido apenas por esse lado”, enfatiza.
Na sua visão, Recursos Humanos precisa estar presente nas discussões sobre produtividade, contratação, retenção, liderança, custos, operação, desempenho e estratégia.
“Antes de pensar no que o RH gostaria de fazer, precisamos entender o que a empresa realmente precisa naquele momento”, afirma.
A visão de Charmoniks passa por uma ideia central: quem lidera pessoas precisa conhecer o negócio onde essas pessoas estão inseridas. “Isso significa sair da sala do RH, conversar com a operação, acompanhar indicadores, entender dificuldades e observar como as decisões tomadas pela área chegam à ponta”, salienta .
Segundo ela, “em estruturas grandes e complexas, uma decisão aparentemente pequena pode gerar impactos significativos. Contratar mais pessoas, mudar um processo, criar um benefício, alterar uma rotina ou desenvolver uma nova política exige muito mais do que uma análise isolada de Recursos Humanos. É necessário entender como aquela decisão interfere na operação e, ao mesmo tempo, como afeta a vida das pessoas”.
É nesse ponto que, para Charmoniks Euler “o RH deixa de ser apenas uma área de apoio e passa a ocupar um papel estratégico. Todo mundo quer dar palpite no RH. Outro desafio faz parte da rotina de praticamente qualquer profissional da área: Recursos Humanos é um dos setores sobre os quais quase todos têm alguma opinião.”
A especialista fala sobre isso com naturalidade e até certo humor. “Todo mundo quer dar palpite no RH.” Para ela, “ouvir faz parte do processo. O problema é quando as responsabilidades começam a se confundir. Por isso, uma das funções do próprio RH é ajudar a organização a compreender o que cabe à área e o que pertence à liderança”. E acrescenta: “Contratar, desenvolver políticas, estruturar processos, oferecer ferramentas e apoiar gestores são responsabilidades importantes do RH”.
Mais adiante ela resume: “Mas acompanhar o funcionário no dia a dia, conversar, dar feedback, cobrar, reconhecer, orientar e desenvolver a equipe são atribuições da liderança. Não dá para o gestor entregar os problemas de pessoas para o RH e acreditar que fez gestão”.
Na visão de Charmoniks Heuer “uma empresa fortalece sua cultura quando seus gestores entendem que liderar pessoas faz parte do seu papel. O RH pode preparar esse líder”.
Conferência Estadual das Corretoras de Imóveis em Curitiba
Foto 2 – Sophia Martins: “O alto padrão não começa no preço do imóvel. Começa na forma como você atende, escuta e entende o cliente”
Numa promoção da Confraria Mulheres Corretoras, com apoio do CRECI-PR ( Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Paraná) foi realizada, recentemente, em Curitiba, a 2ª Conferência Estadual das Corretoras de Imóveis do Paraná. a proposta do encontro é fortalecer a representatividade feminina e incentivar o desenvolvimento profissional, a união e a construção de novas oportunidades.
Um dos destaques da conferência foi a presença da empresária, escritora e especialista em mercado imobiliário, Sophia Martins. Em sua palestra, ela salientou que o “Alto padrão não começa no preço do imóvel. Começa na forma como você atende, escuta e entende o cliente. Hoje, informação está disponível para todos; o que diferencia um profissional é a experiência que ele consegue construir. Conhecimento gera autoridade, relacionamento gera confiança e os dois juntos geram negócios”.
Já a presidente da Confraria Mulheres Corretoras, Andressa Almeida Magalhães, salientou que a proposta da conferência “é ampliar a capacitação profissional, fomentar conexões e criar novas oportunidades de negócios no setor imobiliário”. Segundo ela o evento “também representa a consolidação de um movimento de mulheres que encontram na união uma ferramenta de crescimento profissional.”
E enfatizou: “A Conferência é um espaço de conhecimento, valorização profissional e construção de novas oportunidades. Queremos mostrar a força das corretoras de imóveis e contribuir para um mercado cada vez mais preparado, humano, inovador e conectado”.
Mais adiante, Andressa Almeida Magalhães, disse que “o evento é um espaço de conhecimento, valorização profissional e construção de novas oportunidades. Queremos mostrar a força das corretoras de imóveis e contribuir para um mercado cada vez mais preparado, humano, inovador e conectado”.











