A palestra “Artesanato, cultura e geração de renda”, marcada para às 10h15 do dia 28/04, dentro do Fórum Empresarial Viva Campos Gerais, em Ponta Grossa, propõe uma mudança de visão sobre o setor. Mais do que expressão cultural, o artesanato é apresentado como uma ferramenta prática de desenvolvimento econômico e geração de renda.
O encontro contará com a participação de Ana Paula Almeida Rocha Ohata, da Casa Transitória Fabiana de Jesus, e Micheli Introvini Turek, do Sou PG, que vão compartilhar experiências e caminhos para transformar o fazer artesanal em um produto estruturado, sustentável e com valor de mercado.
A proposta da palestra é mostrar, de forma direta, como o artesanato e geração de renda no turismo podem caminhar juntos. O conteúdo aborda desde a valorização da identidade cultural até a criação de oportunidades concretas de negócio.
Um dos destaques será o exemplo da Casa Transitória, que há décadas desenvolve ações voltadas à inclusão produtiva. Com atuação consolidada em Ponta Grossa, a instituição mantém um programa de geração de renda que promove não apenas melhoria financeira, mas também transformação social, autonomia e fortalecimento pessoal de mulheres atendidas.
Segundo Ana Paula Almeida Rocha Ohata, o impacto do artesanato vai muito além do produto final.
“O artesanato vai além da expressão cultural. Ele é uma ferramenta prática de desenvolvimento local, inclusão produtiva e fortalecimento econômico”, destaca.
Ela reforça que o trabalho desenvolvido mostra como saberes tradicionais podem ganhar escala e valor de mercado. “Quando estruturamos o fazer artesanal, conseguimos transformar conhecimento em renda, autonomia e novas oportunidades para essas mulheres”, completa.
A iniciativa evidencia como o artesanato pode se tornar instrumento de dignidade e reconstrução de trajetórias.
ESTANDES MOSTRAM NA PRÁTICA COMO O ARTESANATO GERA RENDA
Além do conteúdo da palestra, o evento contará com três estandes de exposição de artesanato durante os dois dias, permitindo ao público visualizar na prática como o setor pode gerar valor econômico.
Um dos espaços será da Casa Transitória, que apresentará produtos desenvolvidos a partir do trabalho das mulheres atendidas pelo programa, evidenciando o impacto social e econômico da iniciativa.
Outro destaque será o projeto Sou PG – Souvenir Criativo, iniciativa da Prefeitura de Ponta Grossa em parceria com o Sebrae/PR, que estimula a economia criativa local por meio da criação de produtos que representam a identidade turística da cidade. O projeto reúne artesãos, designers e pequenos produtores, fortalecendo o posicionamento de Ponta Grossa como destino turístico.
Já a Casa do Artesão, localizada na região central da cidade, também estará presente com peças típicas produzidas com matérias-primas regionais, como sementes, palha e elementos naturais. O espaço é conhecido por valorizar a cultura local e oferecer produtos que traduzem a identidade dos Campos Gerais.
TURISMO NÃO É GASTO, É NEGÓCIO
Para empresários, a palestra representa uma oportunidade estratégica. O artesanato aparece como um diferencial competitivo capaz de agregar valor aos negócios e fortalecer a conexão com o público.
Ana Paula também chama atenção para o comportamento do consumidor atual.
“O público busca cada vez mais produtos com propósito, origem e impacto. O artesanato responde de forma autêntica a essa demanda”, pontua.
A tendência de consumo aponta para experiências autênticas — e o artesanato se encaixa perfeitamente nesse cenário, trazendo identidade local e potencial econômico. Participar do encontro é uma forma de identificar novas possibilidades de faturamento, construir parcerias e entender como incorporar cultura ao modelo de negócio.
Crédito da foto: Rogério Júnior











