Coluna CAPITAL & NEGÓCIO – por Luiz Augusto JUK

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Uma iniciativa para trazer de volta o “Orelhão”,  começado por BH

  André Souza  é experiente  em projetos de marketing, tecnologia e inovação para grandes marcas

 

 

 “O novo Orelhão nasce para atender entregadores, motoristas de aplicativos, taxistas, profissionais de logística e milhões de brasileiros, que fazem das ruas seu ambiente de trabalho”, comenta o idealizador do projeto 

 

 

                                       Uma inovação brasileira resgata um dos maiores símbolos urbanos do país e transforma o antigo telefone público em um ponto de apoio gratuito para milhões de trabalhadores. 

                                      Agora, justamente quando o país se despediu desses equipamentos, uma iniciativa brasileira propõe uma transformação surpreendente: trazer o Orelhão de volta, com uma nova missão social.

                                       A coluna CAPITAL & NEGÓCIO, do jornalista Luiz Augusto Juk, buscou informações sobre o assunto, e teve a confirmação de quem é o idealizador do projeto para a volta do orelhão.  Trata-se do empresário mineiro, André Souza, que segundo ele, “o projeto inaugura uma nova geração de mídia exterior (OOH), baseada em utilidade, experiência e permanência”.

                                 A estratégia de expansão prevê a contratação de operadoras regionais a partir do lançamento em Belo Horizonte. A produção industrial dos equipamentos foi estruturada para atender encomendas simultâneas de diferentes estados, permitindo que a rede cresça de acordo com a demanda das licenciadas.

                                      A primeira unidade está prevista para ser apresentada em Belo Horizonte, na região do Barreiro, no próximo dia 10 de novembro de 2026, marcando o início de uma nova etapa para um equipamento que já pertence à memória coletiva do Brasil.

                                   Salienta André Souza, que “diferentemente dos outdoors e painéis digitais, marcados pela exposição de passagem, o novo Orelhão proporciona interação direta com o público, que utiliza gratuitamente seus serviços e estabelece uma conexão positiva com as marcas patrocinadoras. Uma solução brasileira com potencial global, que transforma publicidade em serviço e responde às necessidades da nova economia das ruas, impulsionada pelos aplicativos, deliveries e marketplaces”.

                                      O projeto apresenta uma nova geração do equipamento, que deixa de conectar pessoas por telefone para oferecer algo igualmente essencial na vida contemporânea: apoio a quem passa o dia inteiro nas ruas trabalhando.

                                   De acordo com dados do projeto “com água potável gelada e micro-ondas gratuitos, o novo Orelhão nasce para atender entregadores, motoristas de aplicativos, taxistas, profissionais de logística e milhões de brasileiros, que fazem das ruas seu ambiente de trabalho. A proposta é simples, mas pode representar uma mudança importante na rotina e no orçamento dessas pessoas: permitir que elas abasteçam suas garrafinhas de água e aqueçam suas próprias refeições durante o expediente, sem pagar pelo serviço.”

                           Mais adiante, a iniciativa argumenta que “mais do que oferecer um micro-ondas e água gelada, a iniciativa propõe levar para o espaço público pequenas comodidades que normalmente só encontramos dentro de casa. É uma maneira de reconhecer as necessidades de uma parcela da população que movimenta a economia, realiza entregas, transporta passageiros e mantém as cidades funcionando, mas que ainda enfrenta dificuldades para encontrar pontos de apoio durante a jornada.”

                                  A iniciativa também reúne engenharia industrial, tecnologia de monitoramento inteligente, visão computacional e uma plataforma proprietária de mídia sonora. Foram 18 meses de pesquisa e desenvolvimento, com investimento estimado de R$ 30 mil por unidade e uma meta de expansão de até 2 mil pontos de apoio no primeiro ano.

                                 Para o empresário André Souza, que acumula experiência em projetos de marketing, tecnologia e inovação para grandes marcas, a proposta é criar uma nova categoria de mídia exterior, na qual a publicidade financia serviços de utilidade pública e amplia o tempo de contato entre consumidores e anunciantes.

                                A iniciativa também reúne engenharia industrial, tecnologia de monitoramento inteligente, visão computacional e uma plataforma proprietária de mídia sonora. Foram 18 meses de pesquisa e desenvolvimento, com investimento estimado de R$ 30 mil por unidade e uma meta de expansão de até 2 mil pontos de apoio no primeiro ano.

                                         “Em uma época em que falamos tanto de inteligência artificial, aplicativos, conectividade e cidades inteligentes, o projeto propõe uma inovação que começa pelo básico: água para beber, comida para aquecer e um lugar de apoio para quem trabalha.  O antigo Orelhão foi criado para democratizar a comunicação. O novo quer democratizar o acesso a pequenas facilidades que fazem diferença na vida de quem mais precisa delas”, argumenta o idealizador 

 

Tudo começou com a presença de uma mulher 

 A saudosa arquiteta sino-brasileira Chu Ming Silveira recebeu o desafio de desenvolver uma proteção eficiente para os telefones públicos.

 

 

                               A história começou em 1971, quando a arquiteta sino-brasileira Chu Ming Silveira (1941–1997), então responsável pelo Departamento de Projetos da Companhia Telefônica Brasileira (CTB), recebeu o desafio de desenvolver uma proteção eficiente para os telefones públicos. Inspirada no formato de um ovo, criou uma estrutura de linhas curvas, capaz de reduzir os ruídos externos, oferecer privacidade, proteger os usuários do sol e da chuva e ocupar pouco espaço nas calçadas. Nascia uma das mais reconhecidas criações do design brasileiro, cuja silhueta atravessaria gerações e se tornaria parte inseparável da identidade visual das cidades.

                              Os primeiros orelhões chegaram às ruas em janeiro de 1972: no Rio de Janeiro, no dia 20, e em São Paulo, no dia 25. Inicialmente conhecidos como modelos Chu II, foram rapidamente batizados pela população com o apelido que entraria definitivamente para a história. A criação brasileira conquistou as ruas, ganhou diferentes cores, foi exportada para outros países e se transformou em uma referência internacional de design urbano.

                                Muito antes dos celulares, o Orelhão era o ponto de conexão dos brasileiros com o mundo. Era ali que se telefonava para a família, se avisava sobre um atraso, se procurava emprego, se dava uma notícia importante ou simplesmente se matava a saudade de alguém. Primeiro com fichas telefônicas, depois com cartões, milhões de brasileiros fizeram parte dessa história. O Orelhão também se tornou ponto de encontro e referência geográfica nas cidades. Expressões como “me encontra no Orelhão da praça” ou “estou esperando perto do Orelhão” faziam parte do cotidiano. Mais do que um telefone público, era um endereço conhecido por todos.

 

                                

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